Sexo na adolescência: um guia para você NÃO aprender a transar com pornografia

Sexo na adolescência: um guia para você NÃO aprender a transar com pornografia

Quando se é adolescente, tudo está à flor da pele: medos, inseguranças, ansiedades e, é claro, o desejo. Por isso, o sexo na adolescência é um assunto que parece ser tão complicado. Como falar sobre transar com jovens que estão querendo enfiar o buraco em todos os lugares, mas ainda assim são menores de idade com uma efusão de sentimentos e exageros?

Se você queria saber sobre sexo na adolescência, conversar sobre isso de uma maneira honesta e sem vergonha, encontrou o seu lugar.


Sexo na adolescência: um guia para você NÃO aprender a transar com pornografia

Falar com os pais é necessário, mas mesmo assim é meio vergonhoso, afinal, você vai poder perguntar literalmente tudo para eles? Tirar absolutamente todas as dúvidas?

Se puder, ótimo. Porém, muitas pessoas não têm essa sorte e acabam recorrendo para o pior professor possível: o filme pornô.

Não aprenda sexo na adolescência através da pornografia

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Pornografia não te ensina a transar, não te mostra como fazer sexo e muito menos como fazer sexo na adolescência. Pornografia é um filme feito através do imaginário de terceiros sobre o que eles acham que é sexo e como eles acham que as pessoas deveriam transar.

Um filme pornô, além disso tudo, é um filme. Ele precisa ser filmado de um jeito específico, com um ângulo específico e com cortes específicos para que ele “funcione” dentro dessa linguagem.

Ou seja: o que você vê no pornô não é o que rola no sexo de verdade. Pelo menos, não na maioria das vezes.

O ângulo, a luz, a maquiagem, a performance…tudo isso é manipulável. Na vida real, sexo tem cheiro, tem gosto, tem pelo, tem incomodo. Orgasmo tem rosto, tem gesto, tem um som que não é o som plastificado dos filmes.

O corpo feminino e o corpo masculino não ficam em ângulo extremamente fotogênico porque, na maioria das vezes, as posições mais prazerosas baixam a sua guarda e consequentemente a sua postura.

Sexo é muito mais que pornografia. É, inclusive, muito menos que um pornô.

Quer ver pornô? Veja. Mas veja como uma ficção, como um filme. Ninguém vê um filme de heróis para aprender a sair voando por ai porque na vida real ninguém voa. Então, não encare a pornografia como um tutorial de como transar.

Há, é claro, raras exceções de filmes que são feitos da maneira mais realista e natural possível.

Produções que inclusive foram desenvolvidas por mulheres e que, por isso, costumam ser mais realistas e menos fantasiosas na hora de retratar uma relação sexual. Porém, o filme pornô continua sendo um filme – e você e a pessoa que está com você não precisam atuar.

Dito isto, vamos para as dicas mais práticas. Afinal, a gente sabe que você está aqui para isso.

Não existe idade certa para perder a virgindade

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Antes de começarmos a dar uma olhada nas estatísticas da virgindade em todo o mundo, vamos esclarecer uma coisa: a melhor idade para perder a virgindade é qualquer que seja a idade que você esteja pronto – seja 13, 14, 15, 22, 25 ou mais.

“O que importa é que você está escolhendo fazer isso porque você quer, não porque você sente que deveria”, diz Anne Hodder, educadora sexual certificada.

“Muitas vezes, acreditamos que as pessoas ao nosso redor estão fazendo muito mais sexo do que realmente estão”, diz Hodder,

“E às vezes essas pressões sociais podem influenciar nossas decisões. O sexo é difícil de avaliar – especialmente se você não teve muitas relações sexuais e experiência – mas não há maneira certa ou errada de fazê-lo.

Fazer sexo pela primeira vez certamente difere de país para país principalmente como resultado de sistemas de valores culturais ou religiosos mais do que simples geografia.”, ela completa.

Ou seja: você pode tirar da sua cabeça a ideia de que precisa perder a virgindade até a idade X ou Y. Sexo é uma troca, e se você ainda não se sente pronto para ela, não há problema algum em esperar.

Tá: mas o que eu vou sentir na hora de transar?

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No que diz respeito a sua primeira vez, algumas dicas podem variar de pessoa para pessoa.

“O ato depende de uma variedade de fatores”, diz o professor de autodesenvolvimento, Tony Naemi, “como ansiedade, quem é sua parceira, sua familiaridade com ela, seu desejo sexual, sua experiência sexual e desejo, e onde você está fazendo sexo”.

Mesmo que as mulheres geralmente experimentem mais dor do que os homens quando perdem a virgindade, Naemi diz que isso pode acontecer com os homens também.

“Pode haver dor dependendo do nervosismo da parceira e da dilatação do canal vaginal dela, da duração do sexo e do uso de preservativo”, diz ele.

No entanto, com algumas medidas preventivas (às quais chegaremos), você poderá evitar a maioria dos fatores que potencialmente causariam dor.

Como você vai se sentir depois? Provavelmente, muito bem, já que há muitas endorfinas “pós-coito” que vão se espalhar pelo seu corpo. Mas no que diz respeito às mudanças físicas, seu pênis será o mesmo de antes do sexo.

“Alguns homens podem sentir uma sensação de ‘maturidade’ depois de fazer sexo pela primeira vez”, diz ela, “porque o sexo é tão frequentemente associado a se tornar um ‘adulto’, um ‘homem’. Isso, é claro, é simplesmente uma construção social e a quantidade de sexo que alguém está tendo não afeta a identidade de gênero.”

Como eu começo a fazer sexo na adolescência?

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Antes de entrarmos em ação, há algumas perguntas que você deve se fazer antes para saber se está pronto: “Por que estou fazendo isso? Estou tentando provar algo para mim ou para outra pessoa?”.

“Também pode ajudar se perguntar como você se sente pela pessoa com quem você está pensando em fazer sexo pela primeira vez, e se suas intenções para a experiência estão vindo de um lugar genuíno”, diz Hodder, “não influenciadas por pressões sociais que pode estar se sentindo.”

É importante ter em mente que quem sabe a hora “ideal” para começar a fazer sexo é você, não os outros.

Além disso, também vale pensar se a pessoa com quem você quer transar realmente vai te proporcionar uma experiência legal.

Não sejamos puritanos: a primeira vez não precisa ser perfeita, incrível, inesquecível, afinal, é a primeira vez – e por isso há grandes chances dela ser uma bagunça. E está tudo bem! Por isso, é interessante escolher alguém que te deixe confortável e que compartilhe desse momento sem te pressionar e sem te fazer se sentir mal.

Não estamos dizendo que você precisa transar com o amor da sua vida, até porque é bem provável que o amor da sua vida aos 16 anos não seja mesmo o amor da sua vida. Estamos apenas dizendo para você não escolher uma pessoa babaca.

Seja honesto

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Ser honesto é fundamental não só no sexo na adolescência, mas em qualquer outra relação que você tenha na vida (sendo adolescente ou não).

Não caia no papo de que você precisa se mostrar super “transão” e experiente. Você deve se entregar, e só. Deve estar ciente que pode se decepcionar e que pode decepcionar a outra pessoa porque a primeira vez raramente é incrível. Vá esperando um momento de descoberta, de prazer e seja sincero sobre a sua virgindade.

É claro, se não quiser falar nada, não fale. Mas não diga que você não é virgem se você for, e não finja ter muita experiência se você não tem.

Uma boa dica para se livrar de qualquer peso e excesso de responsabilidade é simplesmente dizer: “olha, eu não tenho muita experiência…”, dessa forma, você torna as coisas menos sérias e pode tirar a carga das costas e apenas aproveitar o momento explorando novas sensações.

Aproveite o momento. De verdade.

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Vocês dois estão super animados com a ideia de transar? Ótimo. Mas não corra para a linha de chegada.

Quando olho para trás e lembro da minha primeira vez, sequer lembro das posições sexuais que fizemos. Em vez disso, eu costumo me lembrar do que eu senti na hora. Da entrega, da novidade, da sensação, do toque, do gosto.

Por isso, tome o tempo necessário para sentir cada segundo: aproveite o corpo da outra pessoa, experimente.

Não sabe direito como fazer sexo oral? Tudo bem, tente. Não sabe direito como masturbar uma garota? Não há problema nisso, você está descobrindo o sexo! Toque com calma, sinta a resposta do corpo dela e vá se guiando pelo momento. Mas não deixe de aproveitar cada instante.

Além disso, tudo bem se você gozar rápido – por isso, inclusive, é legal dizer que você não é tão experiente se estiver inseguro!

Para se sentir menos pressionado, brinque com o momento. Dê leveza para algo que deve ser leve! Gozou rápido demais? Continue com os dedos, com a boca, continue a conexão.

Não se feche, não vire de lado, não fique bravo ou vá embora. Ninguém tem culpa, todo mundo é marinheiro de primeira viagem.

Curta os momentos que antecedem a penetração

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Se vocês estão prontos para transar, é bem provável que vocês já tenham brincado em todos os outros brinquedos do parquinho: beijos, carícias pesadas, sexo oral, masturbação…e por isso você está ansioso para finalmente descobrir a penetração.

Mas lembre-se: só porque você vai ter relações sexuais, não significa que todas as preliminares gostosas devam ser ignoradas! Sexo não é só penetração.

Provoque e brinque um com a outra pessoa.. Isso é especialmente importante para a mulher, já que ela vai precisar de estimulação do clitóris para atingir o orgasmo e ficar lubrificada o suficiente para fazer sexo.

Aliás: lubrificação é fundamental

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A lubrificação é uma necessidade absoluta para todo mundo que transa, mas é especialmente importante na primeira vez. As mulheres que estão excessivamente nervosas podem ter dificuldade em obter lubrificação natural.

A adição de um pouco de KY irá aliviar qualquer desconforto durante a penetração, e também proporcionar uma sensação ainda mais prazerosa.

Mas não seja preguiçoso: não é por usar lubrificante que você pode abrir mão das carícias, da masturbação e do sexo oral. Um beijo lá embaixo é sempre bom – para os dois.

Camisinha não é brincadeira

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Você provavelmente acha que usar camisinha é brincadeira. Digo isso porque boa parte dos jovens acha: e eu não estou tirando esses dados da minha cabeça.

O número de casos de jovens com HIV aumentou 700% nos últimos anos. SIM! 700%! Sífilis e outras DSTs também estão voltando a se espalhar e isso é assustador.

DSTs até então controladas estão sendo mais encontradas entre os jovens porque os jovens não estão usando camisinha. Então: encape esse pênis. Afinal, a camisinha não protege apenas da gravidez!

Lembrando: pessoas virgens também podem ter DSTs, viu? Algumas DSTs podem ser transmitidas sem penetração. Por isso, use camisinha mesmo se a outra pessoa também for virgem.

Não se permita ser influenciado e também não force alguém a transar

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Da mesma maneira que você não é obrigado a transar só por ter determinada idade, nenhuma pessoa é obrigada a transar só porque você quer.

Sua namorada não precisa transar com você se ela não se sentir pronta, aquela garota que você pegou em uma festa e deu uns amassos não é obrigada a transar com você só porque rolou uma pegação forte.

Dê tempo ao tempo. Sua namorada ainda não se sente pronta? Tenha paciência e seja compreensivo!

Não a force, não faça chantagem emocional e nem física, não seja infiel e, além disso tudo, se mostre presente para conversar sobre sexo sem a obrigação de transar.

Cada pessoa tem o seu tempo!

Cuidado com a boca

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Não apenas literalmente, mas também metaforicamente. Na adolescência a gente vive querendo contar vantagem, mas o sexo não é só sobre você!

E se você ainda está pensando nisso depois de ler tudo o que falei acima, volte 2 casas e repense seu imaginário porque você claramente ainda não está pronto para transar.

Sexo é sobre você e sobre a outra pessoa. Além disso, você aprende a transar de uma maneira muito mais prazerosa e envolvente quando você percebe que o sexo é muito melhor quando ele é 55% sobre a outra pessoa e 45% sobre você.

É sério.

É extremamente excitante dar prazer para a outra pessoa e entender que se fosse para pensar mais em você do que na outra pessoa, você poderia muito bem estar se masturbando em vez de estar transando com alguém.

Porém, o objetivo deste tópico é outro. Quando digo que o sexo não é só sobre você, também estou querendo dizer que você não deve cantar vantagem e muito menos espalhar detalhes da pessoa com quem você transou com outras pessoas.

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Na minha adolescência, lembro que era muito comum garotos espalharem detalhes sobre o corpo e o comportamento das meninas com quem eles transavam, e isso sempre foi desesperador. Além de transformar a mulher em um mero objeto sexual, os garotos acabam alimentando um bullying perigoso e destrutivo que, se não fizer com que a garota trave sexualmente, certamente fará com que ela se sinta envergonhada e traumatizada.

O sexo só diz respeito a vocês dois. É claro, contar que transou ou que perdeu a virgindade é natural, mas cuidado com o jeito que você fala e com as palavras que você usa – e, no fim das contas, seus amigos realmente precisam ficar sabendo de tudo?

Por fim, lembre-se que o sexo na adolescência é só o começo.

Você ainda tem a vida inteira, vá com calma.

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