Solidão pode matar: por infarto e AVC

Solidão pode matar: por infarto e AVC

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A máxima “é impossível ser feliz sozinho” pode realmente estar certa – pelo menos, no que diz respeito à saúde. Viver sozinho e conviver apenas com poucas pessoas aumenta o risco de se morrer de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo realizado na Grã-Bretanha e publicado nesta terça-feira (27).

O estudo recolheu dados de mais de 450 mil pessoas, que precisaram passar por um questionário para responder se estavam “socialmente isoladas” ou solitárias. Segundo os pesquisadores: “O isolamento social e o sentimento de solidão estão associados a um maior risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral”, afirmam na revista médica Heart.

“O isolamento social parece ser um fator de risco de mortalidade independente após um infarto ou um AVC”, acrescentam os pesquisadores.

A solidão pode causar ansiedade e depressão

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Além disso, outro estudo já relatou que a solidão também pode trazer problemas mentais.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, indica que a solidão pode levar ao desenvolvimento de ansiedade social, depressão e paranoia.

A pesquisadora Michelle Lim, do Centro de Pesquisa Psicológica e Cerebral de Swinburne, explica que é fácil confundir solidão e depressão, mas que as duas são coisas diferentes. A solidão é um conjunto de sentimentos negativos que surgem a partir do contraste das relações e cotidiano que uma pessoa tem e as que ela deseja ter. Já a depressão afeta como a pessoa se sente no geral.

A psicóloga acredita que é necessário prestar atenção no problema: “Nós não fomos desenvolvidos para sermos solitários. Somos uma espécie social”, afirma ela na divulgação do estudo. “A pessoa solitária tem mais chance de ter depressão, ansiedade social e paranoia. Isso pode se desenvolver em questão de meses.”

A solidão te deixa egoísta

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Outro estudo sobre o tema também relatou que a solidão pode tornar as pessoas egoístas.

A pesquisa, realizada no Laboratório de Neurociência Social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, foi publicada no periódico Personality and Social Psychology Bulletin e feita a partir da análise do comportamento de 229 americanos ao longo de uma década. Durante esse período, os cientistas acompanharam a forma como os participantes sentiam e agiam em relação à solidão e ao egoísmo.

Observou-se que pessoas solitárias podem ter uma percepção diferentes do restante. Segundo o estudo, os participantes que em um ano se sentiram mais sozinhos demonstraram uma tendência a se colocar em primeiro lugar no ano seguinte. O contrário também aconteceu: aqueles que colocaram a si mesmos em primeiro lugar ficaram mais solitários no ano seguinte.

De acordo com o pesquisador John Cacioppo, que conduziu a pesquisa, o sentimento de solidão pode deixar as pessoas mais atentas à sua própria perspectiva. Ele explica que, se nossos ancestrais fossem excluídos de um grupo, ficariam em perigo, o que fazia com que seus corpos entrassem em modo de autopreservação, elevando a adrenalina e deixando o sono deles mais leve. Cacioppo acredita que esse mesmo instinto ainda se faz presente.

E aí, fica muito tempo sozinho? Talvez seja hora de rever seus conceitos.

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