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Pornô não é aula de sexo: a vida real é bem diferente

Muita gente tem o primeiro contato com o sexo vendo filme pornô.

Quem nunca entrou, sem querer ou não, em um canal restrito, fuçou as fitas VHS do tio ou, para as gerações mais novas, entrou em um site pornô escondido quando estava sozinho em casa?

Se para as gerações passadas o primeiro contato com o sexo já rolava com os filmes pornôs que passavam de madrugada na TV, pra nova geração, filme pornô já é cartilha didática. É difícil, hoje, achar um jovem que não tenha visto, pelo menos uma vez, um filme pornô na internet.

A curiosidade é normal, e é extremamente comum ver um filme pornô quando adolescente para entender como as coisas funcionam.

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O problema é que, na maioria das vezes, não é daquele jeito que as coisas funcionam.

Pornô não é aula de sexo: a vida real é bem diferente

Filme pornô não é aula de sexo, e o sexo da vida real não precisa ser daquele jeito. As mulheres não precisam ser daquele jeito e fazer o que as atrizes pornô fazem para “mandarem bem na cama”; os homens não precisam malhar o dia inteiro para manter um corpo de astro do sexo e conseguir transar por duas horas sem cansar.

Sexo não é o melhor ângulo o tempo todo, a bunda dura de academia, o peito de silicone, os braços fortes de tanta flexão.

Sexo tem cheiro, tem risada, tem bagunça, tem cor, tem gosto.

Um problema em amadurecer sexualmente assistindo pornografia é acreditar que todos os comportamentos estrelados nos filmes é o que torna o sexo bom e, então, na hora de transar com uma pessoa de verdade, não conseguir aceitar que a transa não foi uma reprodução de um vídeo do Brazzers. Ou pegar birra porque a menina não estava depilada, ou achar que você deveria ter segurado o orgasmo um pouco mais.

Pornô não é aula de sexo: a vida real é bem diferente
Por mais que ao ler isso você não admita que pensa assim, muitas pessoas são influenciadas por esse tipo de pensamento e é por isso que elas estão sempre procurando o “sexo perfeito” quando, na verdade, o sexo perfeito não é o sexo do orgasmo por streaming.

Levar o pornô como regra, mesmo que para o seu subconsciente, pode transformar a sua transa em algo bem menos agradável do que ela poderia ser.

Por exemplo, nos filmes, o sexo oral costuma ser praticado com muita agressividade. O problema é que os órgãos sexuais são áreas sensíveis do corpo, não são? O clitóris, então, é extremamente sensível.

Então, uma manipulação excessiva do pênis ou do clitóris pode machucar e não dar nenhum prazer.

Pornô não é aula de sexo: a vida real é bem diferente

O terapeuta sexual Paulo Tessarioli disse, em uma entrevista para o site IG, o seguinte: “Homens e mulheres possuem zonas erógenas diferentes e entendem o prazer de forma diferente. É importante que o parceiro fale como gosta de ser acariciado”.

Ou seja: diferente do pornô, onde qualquer toque é sinal de orgasmo, no sexo de verdade você provavelmente vai errar. A garota também. Por isso, precisa existir o diálogo.

Quando você entender que você não precisa ser um malabarista, gozar em quantidade absurda, esperar que a mulher seja incrivelmente exagerada nos gemidos, que ela tenha um corpo impossível de alcançar e que ela goze apenas com penetração ou em poucos minutos, pode ter certeza: sua vida sexual vai ser muito, muito melhor.

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