Por que você é quem você pensa que é?

Por que você é quem você pensa que é?

Existe essa parada chamada do “Paradoxo do Navio de Teseu”. Imagine esse cara, Teseu, que um dia parte de navio do ponto A para o ponto B. Ao longo de uma viagem de 50 anos, vai substituindo cada peça do barco conforme se desgasta rumo a um porto. Ao trocar um pedaço do assoalho, o navio continua o mesmo? Mas, e quando todas as peças forem trocadas? O Navio continua o mesmo ou é um navio novo, mesmo sem ele nunca ter desembarcado?

Deixemos o paradoxo de lado, vamos falar sobre você. Em média, todas as células do seu corpo são substituídas a cada 7 anos. Se todas as peças foram trocadas, você continua sendo a mesma pessoa? Pois bem, se seu corpo não pode definir quem você é, o que acontece no seu cérebro talvez possa. Ou não.

A rede de mais de 100 milhões de contatos entre seus neurônios é dotada de uma complexidade tamanha, que uma leve alteração em sua estrutura, pode mudar completamente a sua personalidade.

É caso de Phineas Gage, cuja cabeça foi atravessada por uma barra de ferro, porém, ele sobreviveu sem nenhum dano colateral aparente. Até que, meses após o ocorrido, seu comportamento mudou. O antes um sujeito calmo e amigável se tornou um sujeito agressivo. Uma alteração em seu cérebro fez com que quem ele era mudasse.

Mesmo que não sofra nenhum dano cerebral, o natural é que você mude com o passar dos anos. Nem sempre o que acreditava ontem, será uma verdade hoje. Crescemos e aprendemos. A ponto de que estar com o “eu” de 20 anos atrás poderia ser uma tarefa insuportável, tendo em vista o quanto estas duas figuras não tem nada em comum.

Se não podemos ser definidos pelas células do nosso corpo e nem pelo que se passa na complexa rede na nossa cabeça, o que caralho nós somos?

Uma ideia. O resultado de um encontro do que é criado no campo coletivo e individual. Uma série de comportamentos que foram desenvolvidos ao longo dos anos que gera um estímulo nas pessoas ao seu redor.

Imagine um sujeito que, ao longo dos anos, foi desenvolvendo a ideia de que “não tem sorte nos relacionamentos”. A partir daí, segue se auto sabotando em namoro em namoro, casamento em casamento, sem parar em nenhum momento para autocrítica. Afinal, se o destino deu a ele um “dedo podre”, ele deve seguir assim pelo resto da vida, correto? Não se um dia ele quiser repensar quem ele pensa que ele é.

O budismo, a psicologia moderna e a PNL – entre muitos outros – são apenas algumas das áreas que não só botam em cheque o conceito que temos de nós mesmo, como propõem maneiras de mudá-lo. Mesmo que não recorra a nenhum destes meios, podemos notar diferenças de comportamento em um indivíduo por simples atos no seu dia a dia.

Coloque uma roupa nova e alinhada em uma pessoa com baixa autoestima e logo a sentirá levemente mais confiante. Pegue um sujeito tímido e coloque-o em um novo meio – como uma viagem de intercâmbio, por exemplo – e logo ele poderá se mostrar mais sociável do que em seu ambiente de origem.

Diversos experimentos sociais apontaram que moradores de rua tem uma significativa melhora de vida após serem acolhidos e reinseridos na sociedade.

Óbvio que ninguém se tornará um milionário ao comprar um terno Ricardo Almeida e uma Ferrari. Pelo contrário, apenas perderá dinheiro no processo. A questão aqui é mais comportamental do que material.

O que você faz ou deixa de fazer só porque pensa que é algo que não faz parte de quem você é? Quantas oportunidade no trabalho, amor ou na vida, deixou de fazer por não se acha capaz? Quantas vezes ao longo do ano repete “Ela é areia demais para mim” ou “eu não tenho capacidade para isso?

E, para encerrar, qual a vida você deixa de viver por ser quem você pensa que é?

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