5 Coisas que você deve fazer para não tomar uma decisão ruim

Como não tomar uma decisão ruim

Quantas decisões você acha que faz durante um dia normal?

Duas, dezenas ou centenas? Saiba que psicólogos e estudiosos na área acreditam que você é capaz de fazer milhares de escolhas sem sequer perceber.

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Muitas delas são triviais e rotineiras, e passam desapercebido, como qual prato escolher para almoçar, escolher o tênis vai usar ou pegar um ônibus ou metrô; já outras podem ter efeitos significativos nas nossas vidas, como fazer uma faculdade, encarar um mochilão, casar ou mesmo ter filhos.

Mesmo sem saber, você pode fazer escolhas boas (como escolher um curso superior que você tenha afinidade e traga um bom retorno financeiro), enquanto outras sem sempre proporcionam bons frutos (como abdicar da carreira profissional por um relacionamento desgastado e sem futuro, levado pelo apego emocional).

Quando olhamos para nosso passado para pensar em algumas das escolhas que fizemos, podemos nos perguntar o motivo pelos quais tomamos decisões que, agora, parecem muito erradas.


Confira um vídeo que te ajuda a fazer as melhores escolhas

Como você insistiu em uma área profissional que não dava nenhuma perspectiva futura? Por que decidiu fazer aquela viagem de última hora gastando um dinheiro que não tinha? Por que passou tanto tempo na faculdade em bares ao invés de aproveitar para fazer cursos livres, estudar e realizar networks que realmente valem a pena?

Gastar seu tempo tentando adivinhar as razões pelas má escolhas não vai mudar em nada seu presente. E, um fato que você precisa saber lidar é que, provavelmente, vai continuar a tomar decisões erradas, agindo de maneira pensada ou não. Para diminuir a quantidade de escolhas ruins, uma alternativa é tentar compreender o que está por trás das suas escolhas, muitas vezes feita de maneira irracional.

Reunimos um passo-a-passo do que você deve fazer para tomar as melhores decisões no futuro.

Não aposte somente no instinto

Como não tomar uma decisão ruim

Um erro comum é apostar pura e simplesmente no seu instinto na hora de tomar decisões futuras. Nesse caso, é fácil você agir por impulso, sem razão, ou mesmo você cair na falácia do apostador, que você simplesmente confia em resultados anteriores para tomar decisões futuras.

Calma aí, mas qual é o erro com a segunda opção?

Vamos usar um exemplo simples: imagine que um dado caiu três vezes seguidas números pares. A tendência é que as pessoas tendem a apostar em um número ímpar para a próxima rodada, mesmo sabendo que cada jogada de dado segue uma probabilidade própria e imutável. Ou seja, cada jogada, a probabilidade segue de 50% para cada lado, independente do lançamento anterior.

Spencer Greenberg, fundador da ClearerThinking.org, uma empresa que tem como foco desenvolver ferramentas de treinamento para tomada de decisão, afirma que muitos de nós tomam decisões ruins de maneira consistente quando baseamos elas em uma suposição de melhores cenários ou adivinhação do que pode não estar dando certo.

Ficar preso na mentalidade “o que funcionou antes” ou ficar muito impressionado com seu próprio sucesso também são armadilhas comuns, acrescenta Hertz.

Trazendo pra vida real, não é porque você já tenha quebrado a cara duas vezes em relacionamentos, que você vá dar certo em um terceiro. Não é porque você conduziu um projeto bem em determinada empresa que fazendo o mesmo vai obter o mesmo resultado, em cenários completamente diferentes.

Outros fatores precisam ser levados em conta para que os erros não persistam e outros sucessos aconteçam. Dessa forma que entra a segunda dica:

Busque informações

Buscar informação é importante para não fazer uma má escolha

Para tomar uma decisão, precisamos reunir ao máximo a quantidade de informações sobre o assunto, a fim de fazer a escolha mais acertada. Quanto mais fontes externas, principalmente a de especialistas, melhor abalizado estará seus atos.

Isso porque para tomar melhores decisões, precisamos ganhar confiança. Precisamos questionar e interrogar para garantir que as informações sejam realmente válidas, diz Noreena Hertz, autora de Eyes Wide Open: Como tomar decisões inteligentes em um mundo confuso.

Um exemplo prático está no campo financeiro. Você precisa ter uma base de informações, notícias e análises para poder fazer a melhor escolha de aplicações e investimentos que poderão dar o melhor retorno a você.

Não seja tão otimista na hora de tomar uma decisão

Não seja otimista na hora de tomar uma decisão

O otimismo exacerbado pode cegá-lo na boa tomada de decisões. O pesquisador Tali Sharot fez uma pesquisa onde perguntou aos participantes a opinião sobre uma série de eventos desagradáveis ​​que poderia acontecer com eles, coisas como ser assaltado ou mesmo ter uma doença terminal. Depois das previsões dos participantes, o pesquisador disse quais eram as probabilidades reais de cada ato.

Quando as pessoas são informadas de que o risco de algo ruim acontecer é menor do que o esperado, elas tendem a ajustar suas previsões de acordo com as novas informações que aprenderam. Agora, quando descobrem que o risco de algo ruim acontecer é realmente muito maior do que o que ela estimou, simplesmente ignoram a nova, e real, informação.

Resumindo: se uma pessoa prevê que a probabilidade de morrer de fumar é de apenas 5%, mas depois é informado que o risco real de morrer está mais próximo de 25%, ela tende a ignorar a nova informação e continuará fumando.

Isso acontece porque temos uma tendência natural de acreditar que coisas ruins acontecem a outras pessoas, mas não a nós. Quando ouvimos sobre algo trágico ou desagradável acontecendo com outra pessoa, muitas vezes procuramos por coisas que a pessoa poderia ter feito que ocasionou o problema. Ao culpar a vítima, nos protegendo de ter que admitir que somos tão suscetíveis à tragédia tanto quanto qualquer outra pessoa.

Ou seja, as pessoas acabam se cercando de excesso de confiança em suas próprias habilidades para acreditar que as coisas boas vão acontecer. Com isso, é mais provável que acreditemos que nossas decisões são as melhores do que a de outras pessoas. Dessa forma, você é mais suscetível a falhas.

Faça uma lista dos prós e contras

faça uma lista de prós e contras

Nem sempre achamos os caminhos de maneira fácil. Às vezes você está com uma decisão difícil nas mãos, ou está passando por um momento em que é complicado fazer a escolha. Se não consegue chegar a uma solução, uma lista de prós e contras pode ajudá-lo a classificar suas opções.

Você evita decisões erradas, pesando cuidadosamente os aspectos negativos e positivos de sua escolha, com uma simples lista de pontos positivos e negativos.

Pegue uma folha de papel, escreva a decisão em cima e passe uma coluna no meio dividindo, de um lado a parte positiva e de outro o negativo. Liste todos os aspectos ‘pró’ e ‘contra’, no seu respectivo lado.

Enquanto você escreve os prós e contras, sua decisão pode se tornar cada vez mais óbvia. Se isso não acontecer, faça o próximo passo. Para cada ponto pró e contra, atribua uma pontuação de classificação (de 0 a 10, por exemplo). Quando terminar, some suas pontuações gerais e quem tiver maior pontuação determinará sua escolha.

Essa estratégia de tomada de decisão permite que você divida a situação de vários ângulos, considere soluções diferentes e chegue a uma solução razoável. Isso pode acelerar o processo de tomada de decisão e aumentar sua compreensão da situação.

Com maior compreensão, você fica ainda mais inclinado a tomar boas decisões. É muito comum usarem esta estratégia em grupos de trabalho para ajudar os membros da equipe que têm divergências entre uma ideia a outra.

Utilize um processo de tomada de decisão do passo a passo

Utilize um processo de tomada de decisão do passo a passo

Esse método é muito bom para chegar a alguma decisão importante, então não precisa usar para todas elas. Escolhas as mais impactantes, como ir para a faculdade, profissão a seguir, comprar uma casa ou um carro, e siga as cinco etapas.

A primeira envolve identificar seu objetivo principal ou a decisão que você precisa tomar. Este é um ponto crítico, pois exige que você defina o propósito e a natureza da decisão que está tomando. Depois disso, colete informações para poder pesar as opções e caminhos com êxito. Já mencionamos aqui a importância de se cercar de informação especializada e qualificada.

Em seguida, você precisa considerar as consequências de sua decisão final e como isso pode afetar você e outras pessoas. Lembre-se que a cada escolha que faz, você está renunciando a outras tantas.

Depois de ter considerado todas as informações, você poderá fazer sua decisão final. A última parte do processo consiste em fazer uma avaliação de sua decisão, das etapas que realizou e dos frutos da escolha. Caso não tenha dado certo, os aprendizados negativos ainda são válidos para enriquecer decisões futuras.

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