Para quem está acima do peso e tem cerca de 40 anos da idade, o envelhecimento do cérebro pode estar mais avançado do que parece. Pelo menos, é o que diz um novo estudo publicado no Journal Neurobiology of Aging e divulgado pelo Huffington Post.
O resultado dos estudos revelaram que indivíduos na meia-idade que estão acima do peso ou obesos têm cérebros significativamente mais “velhos” – isso é perceptível principalmente pela quantidade baixa de substância branca.
De acordo com a autora do estudo, Lisa Ronan, a substância branca pode ser vista como o “metrô do cérebro”, pois permite conexões de longa distancia entre regiões afastadas do cérebro.
Isso permite que o cérebro transmita mensagens de forma rápida e eficiente.
A substância branca começa a diminuir naturalmente por volta dos 40 anos de idade, mas os dados do estudo mostraram uma diminuição bem mais ampla em indivíduos com sobrepeso ou obesidade na mesma faixa etária.
O estudo incluiu dados baseados na ressonância magnética de 473 pessoas entre 20 e 87 anos. Os pesquisadores da Universidade de Cambridge identificaram diferenças na estrutura cerebral de cada voluntário e descobriram que os obesos e indivíduos acima do peso por volta dos 40 anos tinham um volume significativamente menor de substância branca.
Lisa Ronan explica: “descobrimos que essa diferença do volume corresponde a um aumento de 10 anos no cérebro dos voluntários que estão acima do peso”.
Paul Fletcher, também autor do estudo, acrescentou: “O fato de que só enxergamos essas diferenças nos indivíduos com cerca de 40 anos aumenta a possibilidade de que nós somos mais vulneráveis nessa idade. Mas, agora, também precisamos descobrir se essas alterações podem ser reversíveis com a perda de peso!”.
O impacto desse envelhecimento do cérebro na rotina de quem está acima do peso ainda não é tão claro. Mas os pesquisadores alertam que a redução da substância branca no cérebro pode aumentar o risco dos indivíduos que estão acima do peso desenvolverem transtornos neurológicos.
“Estar acima do peso pode aumentar o risco de desenvolver doenças relacionadas a degradação neurológica, como Alzheimer ou demência”, conclui Lisa Ronan.
Enquanto os cientistas trabalham em estudos subjacentes, vale o recado de sempre: cuide da sua saúde, faça atividade física e se alimente bem.
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