6 Lições de vida (e liderança) com Tite

6 Lições de vida (e liderança) com Tite, o técnico do Brasil

Como explicar que tanto Dunga como Tite tiveram a mesma base de jogadores, mas o primeiro conseguiu uma campanha de derrotas que arriscou tirar a seleção brasileira da Copa do Mundo de 2018, feito inédito para o campeonato. Enquanto isso, bastou assumir a seleção, que Tite não só classificou o Brasil com quatro rodadas de antecedência, como acumulou uma série de nove vitórias nas eliminatórias e levar nosso país ao primeiro a conseguir a vaga do mundial.

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Um dos motivos do bom rendimento da equipe é a forma como o técnico vem conduzindo o grupo como um exemplo nítido de boa liderança. Segundo Renato Grinberg, especialista em gestão e liderança, ele é, sem dúvida, o melhor líder esportivo hoje no país.

“Tite conseguiu, claramente, fazer um turnaround (virada de jogo) em uma equipe cheia de problemas que passou a ter a maior probabilidade de vencer o campeonato”, afirma o especialista ao portal IG.

Confira as principais lições de vida (e liderança) que você pode aprender com Tite!

Aprenda a se reinventar

O que falar de um técnico que conquistou a Libertadores da América (título inédito) e o Mundial de Clubes da Fifa pelo Corínthians, as competições internacionais mais importantes disputadas pelos clubes brasileiros?

Depois do feito, ele chegou a ser cogitado para outros clubes, com salário muito maior, mas preferiu ficar no Corinthians e manter seu projeto.

No ano seguinte, foi demitido e, ao invés de pegar qualquer proposta visando somente a condição financeira, preferiu tirar um ano sabático para estudar, aprimorar seus conhecimentos táticos e se modernizar.

O resultado foi a volta ao timão em 2015, o que lhe rendeu o título para ser campeão brasileiro e, posteriormente, a convocação para ser técnico da seleção brasileira!

Respeite às diferenças

6 Lições de vida (e liderança) com Tite, o técnico do Brasil

Tite, como bom líder, sabe identificar a personalidade de cada um e como aproveitar ao máximo cada profissional, respeitando sua individualidade.

Como exemplo, cito a época no comando do cotinthias, com o caso do jogador veterano Danilo. Em condições normais, ele provavelmente seria deixado de canto por ter uma parte física não tão boa que lhe impedisse de jogar todas as partidas do começo ao fim.

Apesar da falta de resistência física, Tite notou que ele era fundamental quando entrava na segunda metade de jogos importantes, decidindo ou participando da decisão de resultados positivos para o time.

Isso sem contar o quão importante foi para a recuperação do meia Renato Augusto e como elevou o patamar de Paulinho de um jogador mediano a um craque internacional. Não por acaso, os dois foram convocados para a Copa do Mundo 2018.

Saiba Delegar

6 Lições de vida (e liderança) com Tite, o técnico do Brasil

Longe de ser aquele chefe quadrado, pau no cu, que centraliza tudo na sua pessoa e que poderia acabar acumulando excesso de responsabilidades e prejudicar todo o processo, o mérito de Tite é saber delegar e confiar nos especialistas em cada área.

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A lista de convocados para copa, por exemplo, foi feita por muitas mãos pessoas. Cada especialista em uma área específica tem a obrigação de fazer seu estudo e levantar seu ponto de vista, suas escolhas, que passam por discussões e questionamentos por parte do Tite em uma espécia de ‘tribunal de convocação’.

É como se fosse uma banca de aprovação, onde cada um tivesse uma tese e buscasse a aprovação.

Entre as áreas, tem especialista em goleiros, preparador físico, auxiliar técnico, analista de desempenho, etc…

Depois de decidido, e por mais que o pau tenha sido quebrado naquele instante, contrariando uns ou outros, todos têm que abraçar a decisão final de Tite e caminhar juntos sem reclamar. O objetivo maior não é o ego de cada um, mas a conquista do grupo.

Lembrando você que o Carille, ex-técnico do Corinthians, era um sublíder da defesa do clube. Desempenhou o papeu tão bem que acabou conquistando a vaga de técnico do time.

Meritocracia

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Um craque pode decidir um jogo, mas é um time que ganha um campeonato. Não adianta ter um Neymar no elenco se o resto dos jogadores não tem um bom rendimento e não colaboram para fazer o craque brilhar.

Para tite, ninguém joga só com o nome. É preciso estar em bom rendimento e ele usa estatísticas para não ser enganado por uma predileção, proximidade ou afinidade.

Basta ver o corinthians que passou temporadas perdendo peças de importância no elenco e mesmo assim continuou mantendo a qualidade e os títulos.

Como instigar comprometimento e liderança

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Desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, em agosto de 2016, Tite implementou o rodízio de capitães, algo que as vezes parece ser difícil de entender para grande parte da imprensa mas que é muito significativo para o treinador.

No Corinthians, onde conquistou praticamente todos os títulos possíveis, o treinador usava a mesma metodologia, a intenção era dividir a responsabilidade e estigar outros atletas. E é exatamente com esse propósito que ele resolveu implementar esse esquema na Seleção.

Seja autêntico

Interpretar um papel funciona para determinados momentos e com determinadas pessoas. Mas, a longo prazo, as máscaras caem. Isso sem contar que exige muito das pessoas que viver interpretando um papel que não existe na vida real.

Quando você é original, quando é você mesmo, não precisa se preocupar com máscaras. Você é capaz de responder por seus atos, suas condutas são coerentes e você não precisa gastar tempo pensando como tal persona faria. Simplesmente vai lá e faz.

É assim que o ex-goleiro do Palmeiras Marcos fazia, do polêmico, mas verdadeiro atacante Romário em suas entrevistas e, também é assim com Tite. Eles são autênticos.

Isso gera uma empatia maior das pessoas, os jogadores compram o discurso (inclusive quando precisam ficar na reserva, porque sabem que não existe joguinho ou provilégio por trás). Quando ele dá uma chance, os atletas se esforçam para dar o seu melhor porque acreditam no discurso e na pessoa.

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