O amor pelos canalhas e o maldito dedo podre

Saiba os motivos pelos quais você anda atraindo relacionamentos inviáveis

Assumo que abandonei meu vício de TV já faz algum tempo. Apesar de não acompanhar em real time o que anda rolando no BBB (Graças a Deus!), soube, através das redes sociais, o burburinho que um certo casal está dando.

Ele, Fernando, por ser o ‘canalha’ envolvido com duas mulheres. Ela, Amanda, por viver correndo atrás do cara, mesmo sendo rejeitada. Juntos, reproduzem tórridas cenas de sexo debaixo do edredom, na frente das câmeras.

Resolvi falar, então, sobre um dilema tanto feminino quanto masculino, sobre o tipo de parceira(o) errada(o) que você anda atraindo.

“É dos(as) canalhas que elas(es) gostam mais?”

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Quem nunca ouviu essa frase. Ou aquela, que já virou até bordão: “Eu tenho o dedo podre”. Pois é, parece meio que uma sina imutável, algo que vá contra a vontade própria e que a pessoa não tem controle sobre a sua escolha. Quanto menos espera, um(a) canalha entra na sua vida e domina todos os seus sentidos e ações.

Não existe um estereótipo para a pessoa canalha em si, para poder indicar e os desavisados nunca mais caírem em tal armadilha. Apesar disso, o que liga todas as variantes é a capacidade da vítima de se relacionar com gente que, inevitavelmente, vá largá-la ou fazê-la sofrer.

Teve uma época em minha vida que eu reclamava pois só me envolvia com garotas que tinham um ex-namorado louco que causavam problemas. Um desses EXs, inclusive, era tão 13 que um dia dirigiu na contramão e parou com o carro dentro do restaurante após ela não atender algumas chamadas no telefone.

Só pouco tempo depois fui descobrir o que realmente acontecia. Não eram só os caras que, coincidentemente, eram malucos, mas muitas das garotas se permitiam envolver até que eles chegassem a este ponto. A escolha de um parceiro e do tom que a relação vai te dizer mais sobre você e suas carências do que você pensa.

No caso delas, elas gostavam de se sentir ‘protegidas’ por esse tipo de cara obsessivo e não cortavam os vínculos por ser uma situação agradável. No fundo, essas demonstrações de excesso de carinho e zelo alimentavam o seu ego.

Você, que já sofreu e chorou muito por envolver-se com a pessoa errada (mas que você acreditava piamente que era a da sua vida), já parou para pensar que o problema do seu dedo podre está diretamente relacionado a sua personalidade e o modo que faz suas escolhas?

A pessoa ideal na friendzone

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Já parou para olhar em volta, se você não construiu uma muralha separando as legais e boazinhas da sua vida, permitindo acesso somente as canalhas?

Será que a pessoa ‘ideal’ para sua vida, aquela que está a fim de te agradar, que te escuta, gentil, que ri das suas piadas e sempre disponível, não se tornou desinteressante ou entrou para a sua friendzone?

Por outro lado, será que você não adotou como objetivo de vida a conquista daquele outro que faz as mais infindáveis promessas, sem concluir nenhuma? Diz que vai ligar e só manda sinal de fumaça naquela sexta de madrugada, quando todas as outras opções acabaram?

Será que você não está buscando um mar revolto e com tempestades ao invés de curtir um oceano tranquilo com céu de brigadeiro?

Falta critério na escolha

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Atrás de uma escolha equivocada pode estar a falta de critério, carência e autoestima. Logo, a pessoa transforma-se um terreno fértil para os parceiros inviáveis aparecerem.

Antes de procurar alguém para dividir a vida, precisamos ficar bem sozinhos. Só assim, ficaremos mais criteriosos para encontrar uma pessoa especial.

Pular de um relacionamento para outro não faz você repensar as suas atitudes e nem amadurecer com seus erros e acertos. É preciso dar tempo ao tempo, ‘curtir’ o luto do término como se fosse a morte de uma pessoa mesmo.

É, acima de tudo, é preciso ter amor próprio. Se você não se respeita, vai acabar se envolvendo com quem não te dará valor.

A nossa necessidade em querer mudar o outro

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Tinha uma amiga minha que vivia reclamando do seu ‘dedo podre’ para homens. Ela era muito bonita, bem financeiramente, inteligente, interessante e tinha mais alguns adjetivos que fariam qualquer cara se apaixonar de prontidão.

Seu único defeito estava em procurar e se envolver com caras completamente errados.

Os livros e as comédias românticas sempre nos ensinaram que basta uma pessoa determinada e interessante chegar na vida de outra – por mais vagabunda que seja – e, em um passe de mágica, o sapo vira príncipe e todos vivem felizes para sempre.

Só que a vida não segue o mesmo roteiro, e muitas vezes o Happy End não vem, principalmente se você fizer a escolha errada.

O sapo pode até usar, momentaneamente, uma roupagem real, agir e tratá-la como princesa, até conseguir o que quer.

Acredito que muitas pessoas têm a mania de dispensar ou rebaixar aquilo que mostra-se disponível ou fácil demais. Procuram sempre os obstáculos mais difíceis para valorizar ainda mais a conquista. Logo, preferem os ‘tortos para modificar’, ao invés de reconhecer que eles não querem e nem irão tomar jeito.

Nessas horas, lembre-se no cancioneiro baiano: ‘Pau que nasce torno nunca se endireita’.

Amar não é sofrer

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Quanto perguntadas quais foram os relacionamentos que marcaram a sua vida, muitos acabam lembrando daqueles conturbados, cheio de brigas, com incompatibilidade entre o casal. Poucos sequer comentam daqueles parceiros que você se dava muito bem, não tinha conflitos, mas que, por algum motivo da vida, acabaram se distanciando. Os últimos são pouco intensos para serem lembrados.

Pense bem: você não está confundindo amar com sofrer? Sofrer não é um caminho direto para o amor. A maioria das vezes, são sentimentos que andam na contramão.

Relacionar-se não é ter que passar pelos 7 trabalhos de Hércules, transpor muralhas e lutar contra tudo e todos. O caminho não precisa ser tortuoso assim para ter momentos de felicidade.

E antes que me perguntem, dedo podre tem cura, sim. Não é tão fácil quanto uma enxaqueca ou ressaca, mas tem! Bastam doses de amor próprio e pílulas de desapego e injeções de critério.

O mais importante de tudo, é preciso saber que, sem reciprocidade, não há amor.

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