Transar demais pode fazer mal? De uma forma, sim. Veja por quê!

Transar demais pode fazer mal? De uma forma, sim. Veja por quê!

Transar é bom, é óbvio. Afinal, a sua existência neste planeta é o resultado de muitas pessoas fazendo sexo ao longo de toda a história humana. (E, você sabe, se você já experimentou um orgasmo, bem, eu não preciso te dizer por que isso é divertido.)

Mas como acontece com todas as coisas boas, exagerar pode ser um problema. Em suma, será que transar demais pode fazer mal?

Existe um ponto em que ter muito sexo se torna prejudicial para a saúde?

A resposta é sim. E não.

Calma, vamos explicar começando com o lado positivo de transar “demais”.

Transar demais pode ser bom?

Transar demais pode fazer mal? De uma forma, sim. Veja por quê!

Como observa Nicole Prause, Ph.D., do Centro Liberos, é difícil dizer que qualquer coisa conte como “muito sexo” porque depende muito do contexto.

“Alguém que queira sexo duas vezes por semana pode achar que isso é demais e ficar chateado se não tiver um parceira, se masturbar durante esses momentos, e, por suas crenças religiosas dizerem que a masturbação é pecaminosa, se sentir ainda pior”, diz Prause.

“Por outro lado, alguém que queira transar duas vezes por semana pode se sentir mal achando que isso é ‘pouco’ se a sua parceira quiser sexo quatro vezes por semana”.

Prause também observa que os estudos mostram que quanto mais sexo um casal tem, mais felizes eles parecem ser.

“Quanto mais sexo o casal fazia, mais o humor melhorava”, diz ela.

“Além disso, vários estudos têm buscado um ponto em que os comportamentos sexuais se tornam angustiantes ou excessivos, mas eles falharam e não conseguiram encontrar um único grupo que acreditasse na possibilidade de ‘transar demais’, ou seja: transar sempre se mostrou algo bom, e nunca algo ruim se feito em excesso”.

Bom, isso explica o lado positivo entre os casais. Mas e para aqueles que buscam parceiros múltiplos? Bem, Prause sugere que transar demais também é algo positivo mesmo nesse cenário.

Transar demais pode fazer mal? De uma forma, sim. Veja por quê!

“Nossos próprios dados de neurociência mostram que quanto mais parceiros sexuais você tem, mais responsivo é o seu cérebro a sinais sexuais – sem limites para tal.

Ou seja, o cérebro não se torna entorpecido, habituado ou começa a mostrar efeitos negativos, mesmo para indivíduos com maior número de parceiros”, explica.

“Muitos cientistas tentaram investigar o ‘exagero sexual’, ou TSO, o número de orgasmos atingidos por qualquer meio durante uma semana, como um método de quantificar possíveis comportamentos problemáticos”, continua ela.

“Nenhum foi bem sucedido na identificação de um ‘ponto de corte’ para esta medida.”

Então, se você é alguém com um alto desejo sexual, parabéns.

De acordo com os pontos anteriores, você não está encarando um problema de comportamento.

Transar demais pode ser ruim quando vira um vício

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No entanto, há mais (muito mais) no sexo do que apenas o orgasmo, e as consequências de dormir com muitos parceiros são muito mais abrangentes do que o simples entorpecimento.

Especificamente, buscar um monte de parceiros sexuais pode significar que você está lidando com alguns problemas pessoais subjacentes que podem ser melhor resolvidos com terapia, ou pode ainda significar um abuso psicológico sobre as pessoas com as quais você está se relacionamento de maneira meramente sexual.

Primeiro de tudo, é importante notar que ter muitos parceiros sexuais não significa que você é viciado em sexo.

“O vício em sexo tende a ser mal compreendido, já que não é um distúrbio reconhecido”, observa o Dr. Jess O’Reilly, apresentador do “@SexWithDrJess Podcast.” “Não é um diagnóstico formal e foi rejeitado pela Associação Americana de Psicologia.”

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O Dr. Jess observa que as pessoas às vezes classificam os comportamentos como “vício em sexo” por várias razões que não chegam ao cerne do vício ou do que o comportamento em questão realmente representa.

“O rótulo de ‘viciado em sexo’ é muitas vezes usado como bode expiatório para evitar responsabilidade pessoal”, diz ela. “As pessoas que traem frequentemente se voltam para o ‘vício em sexo’ para evitar reconhecer o verdadeiro motivo pelo qual decidiram trair.

Em outros casos, o termo ‘dependência sexual’ é usado para condenar comportamentos que subjetivamente julgamos inadequados.

Por exemplo, as pessoas que fazem sexo com múltiplos parceiros são por vezes acusadas de serem dependentes de sexo, ignorando a possibilidade delas poderem estar envolvidas em relações sexuais saudáveis.”

No entanto, se é um vício ou não, ter muitos parceiros sexuais durante um curto período de tempo pode ter consequências negativas para você e seus parceiros.

Como Prause observou, tudo é contextual, então você terá que decidir por si mesmo o que é “transar demais”.

Como saber quando transar demais é um problema?

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Se ter muito sexo está levando a consequências negativas para você, como DSTs, comentários ruins de seus parceiros ou o fato de transar demais está te fazendo mentir para as pessoas sobre o que você está fazendo, onde esteve, com quem está dormindo e número de parceiros, pode valer a pena considerar que você está lidando com o sexo de uma maneira doentia.

Dave Bowden, treinador e especialista em namoro e fundador da IrreverentGent.com, diz: “Um sinal claro de que você está levando a cultura da conexão longe demais é quando você pára de pensar em mulheres como pessoas e passa a pensar nelas como um meio para um fim.

Se você está menos preocupado com o lado da conexão humana do sexo e mais focado nos prazeres fugazes do ato em si, você está se aventurando em um território perigoso.”

Outro sinal de que as coisas estão fora de ordem? Você acaba procurando práticas sexuais cada vez mais arriscadas.

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“O sexo e a auto-estima estão frequentemente alinhados, especialmente para os homens”, observa Bowden,

“E ter ‘muito sexo’ é percebido por alguns como um sinal de virilidade e poder. Em um esforço para se ver a essa luz, alguns caras adotam uma mentalidade de ‘quantidade acima da qualidade’ e tentam fazer sexo com o maior número possível de pessoas, independentemente de estarem realmente atraídas por elas.”

“Uma vez que eles se acostumaram a fazer muito sexo com vários parceiras, uma forma como os homens tentam recapturar a excitação que o sexo inicialmente lhes trouxe é introduzir um nível de risco”, acrescenta ele.

“Às vezes, isso pode levar a fantasias divertidas e saudáveis, mas muitas vezes o desespero pela adrenalina os faz ignorar práticas de sexo seguro e colocar a própria vida em risco.

Se você está pensando em fazer sexo desprotegido com uma parceira cujo histórico sexual você não conhece, é definitivamente um sinal de que você precisa dar um passo atrás e reconsiderar sua motivação.”

Mas como eu entendo qual é o limite?

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Pode ser difícil entender que a sua relação com o sexo não é saudável, especialmente se você está acostumado a se sentir muito bem com cada “conquista sexual”.

Porém, talvez seja hora de falar sobre isso com um profissional ou com alguém da sua confiança se você notou que os pontos do tópico anterior estão muito presentes em sua vida.

“Eu falaria com um terapeuta que entende a pesquisa associada ao vício em sexo e ao fato de que esse termo não é um diagnóstico”, diz o Dr. Jess.

“Eles podem ajudá-lo a entender suas necessidades e identificar estratégias de mudança que se alinham aos seus objetivos pessoais.”

Bowden concorda que falar sobre isso é uma boa jogada.

“Se você acha que está fazendo transando demais, uma das melhores coisas a fazer é falar sobre isso com alguém de sua confiança, seja um bom amigo ou um profissional de saúde mental”.

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Ele também observa que isso pode ser particularmente difícil para os homens, mas é importante se abrir sobre sua vida sexual de uma maneira vulnerável e honesta para se tornar uma pessoa melhor.

“Os caras podem passar anos sem discutir suas vidas sexuais – uma das partes mais fundamentais da experiência humana -, o que faz com que eles precisam lidar com questões relacionadas ao sexo por conta própria.

Simplesmente descrever seus sentimentos e comportamento para alguém em quem você confia, e obter feedback sem julgamentos, pode ser uma das maneiras mais saudáveis ​​de lidar com o problema”, diz Bowden.

No final do dia, a única pessoa que pode decidir se você está fazendo muito sexo é você.

“Você só faz sexo demais se achar que é angustiante ou está interferindo na sua capacidade de prestar atenção em atividades diárias (por exemplo, trabalho, escola, relacionamentos familiares)”, diz o Dr. Jess.

“Ter um estilo de vida focado no sexo pode ser problemático da mesma maneira que ser muito focado em dieta, preparo físico, dinheiro ou status pode ser problemático, mas isso não significa que seja um vício.”

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