Os pais mais gordinhos vivem mais, segundo estudo

Os pais mais gordinhos morrem mais tarde, segundo estudo

Ninguém está querendo incentivar doenças como obesidade e nem o hábito de comer sem controle, mas uma nova pesquisa aponta que pais gordinhos vivem mais. Como assim? A gente explica!

Ao contrário de outras pesquisas duvidosas realizadas por universidades pouco conceituadas, esse estudo foi desenvolvido por Richard G. Bribiescas, um conceituado antropólogo da universidade de Yale.

Recentemente, ele publicou o livro “How Men Age: What Evolution Reveals About Male Health and Mortality” – em tradução livre: Como os homens envelhecem: o que a Evolução revela sobre saúde masculina e mortalidade, em tradução literal. Nele, Bribiescas mostra que homens um pouco mais gordinhos têm menos produção de testosterona. Por isso, eles se arriscam menos em atividades que podem causar algum tipo de risco de vida. Ou seja: rola uma seleção natural invertida.

Estava achando que era um estudo furado com uma correlação sem sentido, né? Pois é. A gente também, mas nos surpreendemos. Além disso, o antropólogo também analisa outro ponto sobre os níveis hormonais mais baixos: homens que se encaixam nesse grupo também acabam sofrendo menos com câncer de próstata e doenças do coração. É claro que essa vantagem é completamente eliminada se você tem uma alimentação péssima repleta de batata frita, mas, se você está mais gordinho e se alimenta bem, o cenário, segundo Bribiescas, pode até ser favorável.

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Os pais mais gordinhos morrem mais tarde, segundo estudo

Este estudo foi publicado em uma revista médica renomada, Journal of the Medical American Association (JAMA) e, em entrevista para a Record, a Dra. Claudia Chang, doutorada em Endocrinologia pela USP comentou o tema:

O parâmetro analisado no estudo do JAMA foi apenas o Índice de Massa Corporal (IMC), uma correlação entre peso e altura. O problema desse parâmetro é que ele não reflete a qualidade do peso corporal (percentual de gordura e massa magra). Além disto, outro parâmetro não analisado foi a circunferência abdominal, que tem correlação direta com gordura visceral. Um indivíduo com sobrepeso pode ter um percentual baixo de gordura com grande quantidade de massa magra (músculo). Na balança ele tem sobrepeso (IMC entre 25 e 30), mas sua composição corporal é ótima.

Outro dado a ser ponderado no resultado do estudo é que, na pesquisa, foi considerada a mortalidade por todas as causas e não apenas mortalidade por risco cardiovascular. E todo mundo sabe que ela é um critério com correlação mais significativa com peso.

Por fim, vale lembrar: a gente não recomenda, em hipótese alguma, que você faça uma dieta descontrolada e repleta de alimentos que prejudiquem a sua saúde. Apesar de várias pesquisas e estudos realizados na área apontarem correlações malucas, a garantia da ciência para uma vida mais saudável continua sendo a boa alimentação e a prática de atividade física. Além disso, é sempre fundamental ficar de olho na triglicérides e no colesterol. 

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