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Conheça as principais DSTs, seus sintomas e o que fazer se transou sem camisinha

Na hora do sexo foi só alegria mas, depois, você começou a sentir um comichão estranho, uma dor insuportável ao urinar ou notou que começou a ficar gripado com uma frequência bem esquisita?

Pois, é, amigo: se você estiver sentido coisas esquisitas no seu pênis ou no seu corpo depois de ter transado sem camisinha, a probabilidade de você ter contraído uma Doença Sexualmente Transmissível é alta.

Alguns vírus, como o HPV, e algumas bactérias, como a que causa a Gonorréia, por exemplo, são transmitidos com maior facilidade. Outros vírus, como o HIV, não.

+ Mitos e verdades sobre o HIV que você precisa saber 

Porém, enquanto a gonorréia é uma doença que se manifesta com bastante intensidade, o HIV, vírus da AIDS, pode agir de forma silenciosa e não exibir praticamente sintoma algum nos primeiros meses de contágio.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 340 milhões de pessoas são infectadas todos os anos com DSTs. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 13 milhões de brasileiros já sentiram algum sintoma de DST, mas nem todos procuram um médico.

Para você entender melhor tudo isso, descobrir o risco de contaminação por exposição em cada doença e ver quais são os sintomas das principais DSTs, preparamos um guia completo.

Pegue o bloquinho de anotações e coloque a camisinha na carteira:

Aids

A Aids, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, é uma doença causada pelo vírus HIV.

Já falamos sobre isso em detalhes e desmistificamos vários boatos sobre a doença!

O HIV ataca os linfócitos, células do sistema imunológico do ser humano, deixando-o mais susceptível a outras doenças, principalmente aquelas provocadas por vírus e bactérias.

Os sintomas da Aids podem demorar a se manifestar, e por isso é fundamental fazer exames depois de qualquer situação de risco, já que muitos portadores passam anos sem manifestar sinais da doença.

Os sintomas são muito variados porque estão relacionados ao comportamento do sistema imunológico. Por exemplo, você pode ficar constantemente gripado, perder de peso, ter quadros de febre e diarréia.

O diagnóstico para a presença do HIV é realizado através de exames de sangue e você já pode fazer o teste rápido – e gratuito – em vários postos de saúde.

No estágio avançado da Aids, o número de linfócitos fica muito baixo e o indivíduo contrai facilmente as chamadas doenças oportunistas, como, por exemplo, gripe, pneumonia e tuberculose, que podem acabar sendo fatais.

A Aids ainda não tem cura definitiva. Seu tratamento é realizado por meio de um conjunto de medicamentos, popularmente conhecido como “coquetel”, que tenta impedir a replicação do HIV. Também é importante tratar adequadamente as doenças oportunistas adquiridas.

HPV

Principal causa do câncer de colo de útero nas mulheres e uma das principais causas do câncer no pênis entre os homens, o vírus do papiloma humano (HPV) é uma doença causada por alguns tipos de vírus que provocam lesões e verrugas – chamadas de papilomas – na vulva, na vagina, no colo do útero, no pênis ou no ânus.

O diagnóstico do HPV pode ser feito por meio de exames físicos realizados pelo médico, biópsias e, no caso das mulheres, por meio de um exame de rotina chamado papanicolau, que detecta alterações nas células do útero.

Dependendo do tipo de HPV, o tratamento pode ser feito por meio da remoção cirúrgica ou da cauterização das lesões e verrugas, administração de medicamentos que melhoram o sistema imunológico e, no caso do câncer, de quimioterapia.

O HPV também não tem cura definitiva porque nem sempre o vírus é totalmente eliminado do organismo. Porém, quando o tratamento é realizado corretamente, as lesões desaparecem e o índice de transmissão cai. Porém, o vírus pode continuar adormecido no organismo.

Depois do tratamento e do desaparecimento da verruga, é fundamental visitar o médico para ter certeza que ela foi eliminada porque muitas vezes as verrugas ficam tão pequenas que não são vistas a olho nu.

Quando não gera sintomas, o HPV pode desaparecer sozinho em até 2 anos de contaminação por causa do trabalho realizado pelo sistema imunológico.

Gonorréia

Extremamente dolorosa, a gonorréia é uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrheae, que provoca ardor ao urinar e secreções com odor desagradável na uretra ou na vagina.

O período de incubação – ou seja, aquele espaço entre a contaminação durante a relação sexual e a manifestação dos sintomas – é bem curto, entre 2 e 10 dias, e o diagnóstico é feito por meio de exames físicos e da análise do histórico do paciente.

Também são realizados exames laboratoriais, em que se analisam amostras da secreção, a fim de garantir a presença da bactéria.

A doença pode ser completamente curada se for diagnosticada corretamente e tratada da forma certa.

O tratamento é feito com antibióticos orais ou injetáveis. Mas, quando não tratada, a gonorréia pode levar a complicações como infertilidade e, nas mulheres, provocar uma doença inflamatória chamada de doença inflamatória pélvica, que pode ser fatal.

Sífilis

O nome pode causar calafrios e eles são extremamente justificáveis pelos sintomas dessa doença.

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e apresenta três estágios: sífilis primária, secundária e terciária.

Depois do contágio, o período de incubação é de cerca de um mês. Após esse período, surge o principal sintoma do estágio primário, uma lesão genital, geralmente na região da cabeça do pênis ou nos lábios vaginais, sem secreções e com a borda endurecida, conhecida como cancro duro ou úlcera genital (pois é, já parece horrível, mas o pior ainda está por vir).

Após a contaminação e a formação do cancro, a bactéria continua a se reproduzir no interior do organismo e passa a atingir outros órgãos.

Essa disseminação da bactéria provoca feridas e manchas na pele por todo o corpo, caracterizando o estágio secundário da doença. Era comum em surtos passados de sífilis as pessoas perderem as extremidades do corpo, como o nariz, por exemplo.

No estágio terciário, a sífilis provoca lesões maiores na pele e pode atingir o sistema nervoso, provocando problemas neurológicos e podendo levar à morte.

O diagnóstico é realizado por meio do exame físico, pelo médico, e de exames laboratoriais, realizados com amostras do cancro.

Hoje, a sífilis tem tratamento e ele é feito através da administração de penicilina, o primeiro antibiótico descoberto pelo homem.

Quando o tratamento acabar, a recomendação é que o paciente não mantenha relações sexuais sem proteção por um período de cerca de 15 dias.

Herpes genital

A herpes genital é da família da herpes labial e é causada pelo vírus da herpes simples (HSV).

Ela provoca manchas, lesões e pequenas bolhas nas mucosas genitais.

Ela pode ser controlada, mas não pode ser eliminada do organismo. Por isso seus portadores apresentam uma série de episódios de manifestação da doença ao longo da vida.

Em geral, a doença se manifesta em fases nas quais o sistema imunológico está baixo, como períodos de estresse e de cansaço extremo.

O diagnóstico é feito por meio da observação das lesões pelo médico e da análise laboratorial de material colhido das feridas, e o tratamento é feito com o uso de medicamentos antivirais orais ou de uso tópico.

Esses medicamentos não eliminam completamente o vírus, mas diminuem o tempo de manifestação dos sintomas e reduzem os incômodos provocados pelas lesões.

Embora análises laboratoriais, como cultura e inoculação do vírus, revelem algumas diferenças entre a Herpes Labial e a Genital, sob o ponto de vista da estrutura, eles têm as mesmas características.

O Dr. Dráuzio Varella explica: “Assim, a forma de agressão, a maneira como se desenvolvem no organismo do hospedeiro e como se disseminam, são semelhantes. Antigamente se dizia que o vírus do herpes labial — herpes simples tipo 1 — manifestava-se na região da boca, do nariz e, às vezes, dos olhos e que a infecção pelo vírus do herpes genital – herpes tipo 2 – estaria limitada às regiões genital, anal e às nádegas. A prática do sexo oral e de outras modalidades de relações sexuais, porém, favoreceu a infecção pelo vírus do tipo 2 nos lábios e do tipo 1 nos genitais. Apesar de ser mais frequente encontrar o tipo 1 nos lábios e o tipo 2 nos genitais, nada impede a presença de ambos tanto na região genital quanto na oral”.

Ou seja, se você estiver com herpes nos lábios, não faça sexo oral e não receba sexo oral de ninguém com herpes labial.

Tricomoniase

Ela é causada pelo protozoário do gênero Trichomonas Donne e atinge, principalmente, o aparelho digestivo e genital, causando inflamação do canal vaginal das mulheres e da uretra nos homens. O período de incubação entre a exposição e a infecção pode variar de cinco a 28 dias.

Entre os sintomas, está o corrimento vaginal abundante nas mulheres e secreção leve nos homens, irritação na parte interna do pênis e ardor ao urinar ou ejacular.

O diagnostico é feito através do histórico do paciente e de exames microscópicos com análise de amostras.

A doença pode ser difícil de diagnosticar nos homens e, quando eles são tratados, o tratamento deve ser entendido para a sua parceira sexual. Para curar tricomoniase, é recomendada a prescrição de uma dose alta de metronidazol, secnidazol ou tinidazol.

Clamídia

Essa infecção transmitida durante a relação sexual pode não manifestar sintomas e, por isso, ela é bem perigosa e uma das mais comuns no mundo todo.

Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e pode ser transmitida via contato sexual anal, oral ou vaginal e pode também ser congênita, ou seja, pode ser passada de mãe para filho durante a gravidez.

Um em cada quadro homens com clamídia não apresentam sintomas, e somente cerca de 30% das mulheres infectadas manifestam os sinais típicos da doença, como ardência ao urinar, dor abdominal, corrimento peniano, dor nos testículos, dor ou secreção no ânus.

O diagnostico é feito através de coletas de amostras da secreção uretral e o tratamento é realizado com antibióticos.

Se a clamídia não for tratada, ela pode facilitar o contagio de outras DSTs, causar epididimite (inflamação do tubo na parte traseira do testículo que armazena e transporta esperma), inflamação na próstata, infertilidade e artrite reativa.

Hepatite B

Hepatite B é uma doença infecciosa sexualmente transmissível que provoca inflamação no fígado.

Sexo não é o único jeito de ser contaminado pelo vírus da hepatite B (HBV), mas seguramente é a mais importante delas. Ele pode penetrar no organismo também por via parenteral e perinatal (durante a gestação e o parto).

Muitas vezes, vencida a fase inflamatória, o HBV é eliminado naturalmente do organismo e a pessoa se torna imune a novas infecções. O problema ocorre quando ele não é eliminado e causa uma reação inflamatória crônica que, embora contida e limitada, no decorrer de anos pode levar a complicações hepáticas muito graves como a cirrose e o câncer de fígado.

Contra a hepatite B, existe vacina que faz parte do calendário oficial de vacinação do Ministério da Saúde. De uns anos para cá, crianças são vacinadas logo ao nascer e ficam protegidas por toda a vida. Adultos que pertençam a certos grupos de risco também devem receber essa vacina.

Hepatite C

A hepatite C é causada pelo vírus VHC transmitido principalmente por sangue contaminado e por via parinatal (de mãe para filho).

Mas você também pode pegar a doença através do contato sexual, compartilamento de seringas, agulhas ou de instrumentos para manicure, pedicure, tatuagem e colocação de piercing.

A tendência é os pacientes desenvolverem uma forma crônica da doença que leva a lesões graves no fígado. A evolução da enfermidade costuma ser lenta e o diagnóstico tardio.

Como na maior parte dos casos a hepatite C é assintomática, muitas pessoas acabam descobrindo a doença apenas quando o fígado já afetado.

Mas, em algumas situações, a hepatite C pode causar mal-estar, vômitos, náuseas, pele amarelada, dores musculares, perda de peso e muito cansaço. O diagnostico é feito no exame de sangue, e até hoje não existe vacina para a doença.

Apesar disso, a hepatite C tem cura e ela é realizada através de medicamentos antivirais.

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