Mitos e verdades sobre o HIV que você precisa saber


Recentemente, um dos atores mais reconhecidos internacionalmente por sua fama de conquistador comunicou ser HIV positivo. Charlie Sheen, astro de Two and a Half Man e Wall Street, revelou ao programa “Today”, da emissora NBC, ter recebido o diagnóstico há quatro anos.

A notícia é triste, mas revela uma verdade sobre a mudança no comportamento sexual de homens e mulheres ao redor do mundo. Muitos, inclusive, perderam o medo da doença por acreditar ser muito raro contrair o vírus: entre os jovens de 18 a 29 anos, por exemplo, 40% não usam camisinha, segundo a pesquisa Juventude, Comportamento e DST/AIDS da Caixa Seguros, com supervisão do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde.

O vírus causador da AIDS, ao contrário do que muitos pensam, não é um fantasma. Esse é apenas um dos mitos ao redor da doença que segue afetado milhões de pessoas ao redor do mundo.

Segundo a Unaids – a agência da ONU direcionada para a doença -, o número de pessoas vivendo com HIV/aids aumentou de 30 milhões para 35,3 milhões nos últimos 14 anos. Entre esses casos, 719 mil foram registrados no Brasil: 20,2 a cada 100 mil habitantes possuem o vírus e 56% dos infectados brasileiros vivem na região sudeste.

Existem várias dúvidas e informações equivocadas sobre a transmissão do HIV que precisam ser desmitificadas para ajudar no combate à doença.

1# AIDS e HIV são a mesma coisa?

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É importantíssimo diferenciar as duas coisas! Uma pessoa pode ter o vírus HIV sem desenvolver a doença AIDS, quando existe a presença das chamadas doenças oportunistas, como pneumonia e tuberculose.

No caso do Charlie Sheen, por exemplo, existe apenas a presença do vírus HIV e, como ele está realizado tratamento com anti-retrovirais, a chance de desenvolver a doença AIDS e transmiti-la é baixíssima pois a carga indetectável de vírus no sangue diminui a chance de transmissão em 96%.

2# Sexo oral não transmite HIV?

Antes de tudo, é preciso entender que o maior risco de transmissão do vírus está no sangue. Por isso, o vírus, geralmente, é transmitido por meio de sexo anal e sexo vaginal sem camisinha, por meio do uso de seringas e agulhas infectadas entre usuários de drogas injetáveis; da mãe infectada para o filho durante a gestação ou na hora do parto ou por meio de transfusão de sangue não testado.

Entretanto, é possível encontrar rastros do HIV no sêmen do homem. Por isso, a chance de transmissão por sexo oral é muito, muito baixa, mas existe. Nesse caso, para ambos os sexos, o risco é maior quando você ou seu parceiro (a) tem uma DST não tratada, como gonorreia ou sífilis.

Também é mais perigoso se você tiver, úlceras, cortes abertos ou machucados em sua boca, garganta infeccionada, amigdalite ou doença na gengiva.

Os níveis de HIV no fluido vaginal também mudam, aumentando durante a menstruação, período em que o sexo oral é mais perigoso.

Em um estudo americano feito em São Francisco, publicado na revista AIDS, em 2002, os dados dizem que, em um total de 10 mil homens que fizeram teste para HIV, 239 informaram ter feito exclusivamente sexo oral. Entretanto, nenhum desses homens apresentou resultados positivos ao HIV.

3# Você pode pegar HIV se pisar em uma agulha na rua ou se entrar em contato com sangue de outra pessoa?

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O vírus HIV sobrevive pouquíssimo tempo fora do corpo humano. A transmissão por seringas contaminadas é feita porque os usuários as compartilham muito rápido, enquanto o vírus ainda está presente no sangue infectado.

4# Durante a relação sexual desprotegida, o homem corre menos riscos de contrair o vírus que a mulher?

Muitos acreditam que sim pois, no sexo anal, a chance da mulher contrair o vírus do homem em uma relação desprotegida é sete vezes maior que a do seu parceiro, isso acontece porque o atrito é maior, facilitando o aparecimento de fissuras e aumentando o risco de transmissão.

Se existe alguma área inflamada ou machucada na vagina, inclusive, o risco é praticamente o mesmo também nesse tipo de relação.

Entretanto, se não houver feridas, doenças sexualmente transmissíveis ou fissuras no pênis e na vagina, o risco de transmissão do HIV é a mesma tanto do homem para a mulher, como da mulher para o homem durante a relação sexual vaginal.

5# Fiz sexo sem proteção com alguém e não peguei HIV. Então, essa pessoa não é soropositivo?

Saiba que é possível contrair HIV logo na primeira vez que transou sem camisinha um soropositivo, assim como é possível transar com um portador de HIV 100 vezes e sair ileso depois de todas elas. Os riscos variam, mas eles existem.

Uma situação extremamente comum e, inclusive, uma das maiores causas da relativa epidemia de HIV durante os anos 80 era essa: um casal transava sem camisinha e, depois, o parceiro tinha relações com outra pessoa e contraía o vírus. Sem saber, transava novamente com sua parceira e, nesse momento, passava o vírus para ela. Nesse período – após a infecção e antes da realização do tratamento com anti-retrovirais – a chance de transmissão é muito alta.

6# Sou heterossexual, então estou seguro!

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Amigo, em qual século você vive? Sua orientação sexual não é garantia de proteção. Essa ideia deturpada surgiu porque a relação sexual através do sexo anal desprotegido é uma das maiores causas da transmissão do vírus, porém, não é a única, e, além disso, não é só um casal homossexual que pratica esse tipo de sexo, certo?

7# “Aquele ali tem HIV, certeza!”.

O vírus não tem rosto. Por si só, ele não altera em nada a fisionomia de alguém. Além disso, o tratamento impede que um soropositivo desenvolva a doença AIDS, a principal causa da aparência abatida decorrente das doenças oportunistas, como pneumonia e tuberculose.

8# Ninguém mais morre de AIDS!

Essa falsa impressão de que a AIDS está controlada é uma das maiores responsáveis pelo aumento da transmissão do vírus HIV. Por acreditar que ninguém mais morre de AIDS, a maioria dos jovens está contraindo a doença e a espalhando por aí.

Aids é uma doença grave e ela não tem cura. Você, ao contrair o vírus, vai precisar tomar remédio para o resto da vida e eles provocam sérios efeitos colaterais.

Em uma entrevista para um programa de TV, um jovem relatou que parou o tratamento alguns meses depois de descobrir que tinha o vírus. Ele ficava dias sem tomar o remédio por acreditar que aquilo não o mataria. Hoje, ele desenvolveu a doença AIDS e vai perder a visão do olho direito pela contaminação de um vírus oportunista chamado citomegalovírus.

9# Pais soropositivos não são capazes de ter filhos saudáveis?

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Hoje, existem maneiras de gerar um filho soronegativo. Por exemplo, Booke Mueller, ex-mulher do Charlie Sheen, garantiu que nem ela e nem os dois filhos, Bob e Max, têm o vírus. Com o devido cuidado, a chance de uma mãe soropositiva transmitir o vírus para o filho é de apenas 0,5%, mas, para isso, é necessário acompanhamento médico.

10# A cura para a AIDS já está sendo desenvolvida?

Apesar de inúmeros cientistas ao redor do mundo trabalharem para isso e estarem alcançando resultados incríveis, o vírus HIV é traiçoeiro e ainda não há nenhuma garantia que a cura será encontrada nos próximos 50 ou 60 anos.

Então, previna-se. Use camisinha, realize testes de HIV e outras DSTs pelo menos uma vez por ano ou sempre que se expor a uma relação desprotegida ou manter algum comportamento de risco.

Além de precisar ingerir remédios pelo resto da vida, o soropositivo ainda precisa encarar uma sociedade conservadora e ignorante que, mesmo tendo acesso aos estudos sobre a doença, ainda enxerga a AIDS como sinônimo de promiscuidade e falta de caráter.

Felizmente, desde 1996 o Brasil distribui, de graça, o coquetel antiaids para todos que necessitam do tratamento. Em dezembro de 2012, foram registradas 313 mil pessoas que recebem regularmente os remédios para tratar a doença.

Mais informações: Lado Bi

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