Perdemos a Playboy, e não é de hoje!

De uma hora pra outra, um burburinho tomou conta do universo masculino nas redes sociais. Dessa vez, não era uma bela atriz que tinha acabado de fechar um contrato com a Playboy, mas a triste notícia de que a edição brasileira da revista masculina mais famosa seria fechada nos próximos dias. O motivo do suposto […]

De uma hora pra outra, um burburinho tomou conta do universo masculino nas redes sociais. Dessa vez, não era uma bela atriz que tinha acabado de fechar um contrato com a Playboy, mas a triste notícia de que a edição brasileira da revista masculina mais famosa seria fechada nos próximos dias.

O motivo do suposto fechamento seria o da revista de 35 anos vir acumulando prejuízos, devido ao alto cachê pago às musas fotografadas e a baixa tiragem, 136,3 mil exemplares vendidos no último mês, da publicação que já superou 1,2 milhão em 30 dias. O público adolescente fã da edição, teria migrado para a internet na troca de ensaios estáticos por cenas mais quentes

Um minuto de luto em memória…
Perdemos a Playboy e não é de hoje - Flávia Alessandra

Mas, vamos parar pra pensar, já faz algum tempo que a revista que formava o caráter e a masculinidade dos homens tinha deixado de nos representar.

Provavelmente você se lembre da época de ouro da Playboy, onde a publicação era povoado por Sônia Braga, Carol Castro, Flávia Alessandra, Alessandra Negrini, Maitê Proença, Cléo Pires, Karina Bacchi, Luma de Oliveira, Fernanda Paes Leme e Juliana Paes.

Há três anos que as coisas já não andavam bem das pernas e hoje as beldades dão lugar a inúmeras participantes do Big Brother Brasil, assistentes do Pânico, Faustão, Ratinho, mulheres frutas ou coisas do gênero.

Não que não sejam bonitas, elas têm até seu encanto, mas a aura de esperar para conferir a mulher especial que recheava a publicação da Abril perdeu-se com o tempo e com as mulheres comuns.
Perdemos a Playboy e não é de hoje 2

Isso sem falar do resto do recheio da revista. No passado, ficaram as ótimas entrevistas de Pelé, Xuxa, Lula, Fidel Castro, Rolling Stones, Tim Maia, Sharon Stone, Bill Gates, Clint Eastwood, Sebastião Salgado, Jack Nicholson e José Padilha.

As atuais apostavam em Vágner Love, Rubens Barrichello, Tite, Walcyr Carrasco e Bebeto. Com nomes de pouco apelo, a única forma de chamar atenção era abusando das chamadas ou criando aspas inexistentes, como no caso da Sandy e da polêmica do “é possível ter prazer no sexo anal”.Perdemos a Playboy e não é de hoje - Cleo Pires

A Playboy de outros tempos era item de colecionador, passado com orgulho de pai para filho e escondido às setes chaves das mães, irmãs e namoradas. Hoje, editada por Edson Aran, no máximo, você compra a edição de aniversário, onde a revista investe em um nome pouco mais forte para ser fotografada e entrega uma revista mais robusta.

A Playboy participou da revolução sexual, ditou tendências, mostrou-nos os pelos pubianos femininos em excesso (vide Claudia Ohana e Vera Fisher) e foi, ao longo das edições, reduzindo-os até encantar-nos com o zero total (lembra-se da Karina Bacchi?).
Perdemos a Playboy e não é de hoje - Karina Bacchi

Talvez seja um boato, a publicação sofra alguma reformulação e continue nas bancas de revista. Mas, certamente, aquela Playboy das décadas passadas, aquela que formou nossa adolescência, que era passada de pai para filho e que era mais aguardada que episódio novo do Porta dos Fundos, essa sim, descansou em paz. R.I.P :(

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Leonardo Filomeno
Leonardo Filomeno

Jornalista, Sommelier de Cervejas, fã de esportes e um camarada que vive dando pitacos na vida alheia

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