Para a ciência, falar palavrão é sinal de que você é mais honesto

Para a ciência, falar palavrão é sinal de que você é mais honesto

Quando uma pessoa usa um palavrão a chance dela estar sendo sincera é bem maior do que alguém que responde outra pessoa de forma polida e comportada.

Parece óbvio? A ciência explica: pessoas que falam palavrão como uma maneira de expressar seus sentimentos são mais honestas.

Isso acontece porque, de certa forma, essas pessoas se preocupam menos com regras sociais e com a possibilidade de machucar os outros ao dizer a verdade.

Um estudo publicado no Journal Social Psycholagical and Personality Science avaliou pessoas que costumam falar palavrões e descobriu que elas mentem menos. Inclusive, pessoas que fazem isso nas redes sociais costumam mentir menos na internet para fingir ser aquilo que não são.

David Stillwell, coautor do estudo e professor da Universidade de Cambridge, disse: “Você pode olhar para esse resultado de duas maneiras: achar que usar muitos palavrões é um indicador de comportamento social, o que te induz a acreditar que quem fala palavrão é uma pessoa ruim, ou entender que essas pessoas não estão filtrando suas palavras, então, provavelmente também não estão filtrando o que é verdade ou mentira no seu discurso”.

Para Sitllwell, esse foi o objetivo do estudo: “Pessoas que usam esse tipo de linguajar provavelmente jogam menos com a sua mente e manipulam menos a realidade”.

No filme Casablanca, um clássico de 1942, o personagem de Humphrey Bogart diz: “Frankly my dear, I don’t give a damn” – em tradução livre, algo como: “francamente, querida, eu não me importo” – causou um alvoroço e o estúdio teve que pagar uma multa de US$5.000 por violar o código da conduta do audiovisual em vigor no período.

O problema? A palavra “damn”. Em inglês, ela é equivalente a uma maldição.

Mas os autores do estudo recente sobre o tema apoiam toda essa expressividade.

Para a ciência, falar palavrão é sinal de que você é mais honesto

Quando as 276 pessoas foram avaliadas na pesquisa, a maioria disse que não usa palavrão para ofender alguém. Na verdade, a escolha das palavras é apenas um jeito de relaxar e extravasar seus sentimentos.

Os participantes foram avaliados utilizando um teste com perguntas que incluíam os seguintes fatos do passado: “você já culpou outra pessoa por um erro seu?”, “você já trapaceou em um jogo?” e “você já tirou vantagem de alguém?”.

É claro que o questionário foi anônimo para que todos sentissem liberdade para dizer a verdade.

A quantidade de palavrões foi mensurada quando os pesquisadores perguntaram a frequência que eles xingavam e seus palavrões favoritos. Os participantes também precisaram assumir o hábito de falar palavrão e aqueles que escreveram mais xingamentos também foram os que disseram mentir menos nas perguntas anteriores.

Outro experimento realizado com cerca de 74 mil pessoas no Facebook descobriu que aqueles que mais usam palavrão na internet são os menos desonestos. Para obter esse resultado, os pesquisadores analisaram sinais indicadores de estudos anteriores, tais como os estudos que dizem que mentirosos usam menos pronomes pessoais como “eu”, e palavras mais ansiosas como “preocupado” e “nervoso”.

O tipo de desonestidade procurado pelos pesquisadores foi a de auto-promoção – aquele tipo de mentira que todo mundo conta para parecer mais interessante na internet.

A pesquisa também foi abordada pela Universidade de Maastricht, Stanford e pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong. A conclusão delas? As famosas mentiras inofensivas, ou “mentiras sociais” eram as mais comuns. E quem praticava esse tipo de mentira na internet falava menos palavrões nas redes sociais.

Bom, independente da veracidade do estudo, pelo menos agora você tem uma desculpa científica pra dizer palavrões. Só não exagera e nem coloca a culpa na gente!

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