Vagina: “pau, precisamos conversar”

Sete em cada dez mulheres NÃO gozam com penetração

Tô cansada dessa porra toda. Da porra em si, não. Já levei muita cabeçada de pau nessa vida. Às vezes parece que isso é tudo o que vocês sabem fazer. Ficam nessas de entra-e-sai, entra-e-sai, entra-e-sai. Tá indeciso ou o quê, caralho?

Ando meio amarga: a gente deve conversar de uma vez por todas. Como dois adultos. Eu com essa minha visão profunda das coisas. Você, com esse olho que tudo vê. Isso não é uma briga, querido. Não precisa ficar caidinho assim. Eu te quero, você me quer. O problema é que falamos línguas diferentes.

Não gosto quando você chega entrando como se eu fosse a casa da mãe Joana. Na verdade, eu ODEIO quando você me pega desprevenida. Custa tocar a campainha antes? É pequena e escondida, eu sei. Mas, pô, fica logo ali fora. Bota o dedinho lá que dá tempo de eu me preparar pra te receber de portas abertas, toda doce, babando de amores.

Não me sinto confortável quando a sua ansiedade fala mais alto. Acho de uma grosseria… Fico meio travada, meio incomodada mesmo. Essa inconveniência até me dói por dentro – soa como falta de consideração.

Vagina pau, precisamos conversar 2

Vem cá que eu vou te mostrar outra coisinha. Tá vendo aquela parede dos fundos? Então, eu sei que você adora bater nela, como se quisesse acordar um vulcão adormecido. Só que, tecnicamente, ela é “oca”. Não me faz tremer, não abala as estruturas de casa. É uma questão arquitetônica, fui projetada dessa forma. Portanto, não me venha com essa vocação para britadeira.

Me sinto na obrigação de te contar que sete em cada dez amigas minhas não gozam com penetração*. Elas gritam de felicidade quando tocam suas campainhas das mais diversas maneiras. Muitas vezes, antes de a visita alcançar o hall.

Gosto quando você me preenche, todo imponente. Quando te abraço com cada canto de mim. Isso é lindo, só não é o bastante. Desculpe, não consigo me enxergar num relacionamento fechado e emocionalmente dependente. Pau-vagina, vagina-pau. Prefiro um amor plural e livre.

Quero também seus dedos, sua língua, sua criatividade e um vibrador-assistente. E estou te dando a oportunidade de explorar, sem amarras, meu clitóris, meus grandes e pequenos lábios, minha virinha, meu ânus. Não sou ciumenta, juro! Confesso que tenho até um fetiche de ter ver dando prazer a eles. Pensa com carinho em tudo o que eu te disse hoje. Porque, aí sim, vamos vibrar muito juntos.

>> Texto colaborativo de Nathalia Ziemkiewicz, jornalista autora do blog de sexualidade Pimentaria

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