O que muda quando você tem um filho?

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Tornar-se pai é indescritível. São muitos sentimentos confusos que chegam juntos. Demora um tempo até a ficha cair.

Você acha que preparou tudo: fez a mala da maternidade, avisou os amigos e familiares, montou o quarto com a cor que queria, comprou charuto e whisky pra comemorar. Mas é só a partir do choro agudo na maternidade – quando o médico puxa de dentro da mãe aquele pequeno ser – é que você perceberá que tudo que preparou é pouco.

Na sequência, quando segurar aquele ser tão frágil e lindo – mesmo que pareça um joelho – uma roda gigante de emoções passarão por você. Imagina um mix de felicidade, angustia, medo e excitação. Como disse, é indescritível.

O que muda quando você tem um filho?

Mas o que realmente muda quando se torna pai? Não seria leviano dizer que tudo, mas certamente há pontos mais críticos que outros. Também não é o fim do mundo.

É possível ter alguns momentos da vida pré-paterna, como, por exemplo, um barzinho com os amigos – por menos tempo e de forma menos constante.

Mesmo assim, ser pai é um cargo importante que realmente pesa nos ombros e exige maturidade. Se for possível definir pai em uma expressão é: seja presente. Em duas: seja paciente. Em três: aproveite.

Meu pequeno filho, Caetano, tem apenas 6 meses e a sua evolução é tão rápida que você pisca e algo novo acontece e dá uma alegria imensa. Muitos me perguntam se vale a pena ser pai. Se eu tivesse que pesar entre os prós e contras, a balança a favor estouraria. É um barato ser pai.

A seguir comentarei alguns pontos críticos sobre a paternidade:

Dinheiro

Créditos: Shutterstock

“Ter filho é caro”. Não há dúvidas, é mesmo e a tendência é aumentar à medida que a educação entrar na brincadeira. Mas enquanto não há o custo escola, uma dica: faça chá de bebê.

Pode achar cafona, antiquado ou indelicado, mas fralda é caro e virão muitos outros gastos com creme para assadura, vitaminas, fórmulas, entre outras coisas que os pediatras indicam. Esse é outro gasto que pode ser considerado, caso você opte por um médico particular. E não preciso falar das roupas, já que no primeiro ano de vida o guarda roupa precisa ser mudado quase que mensalmente.

Outra dica, para quem tiver disponibilidade, é fazer o enxoval nos Estados Unidos. Comparando preço e qualidade, vale muito a pena, mas não pense que você vai economizar muito, pois adicionando os custos de passagens, hospedagem, alimentação e compras desnecessárias fica quase no empate. Mas é uma ótima oportunidade de fazer uma última viagem antes da chegada do bebê.

Lembre, nenhum gasto é demais – afinal é seu filho – mas evite comprar coisas desnecessárias e aproveite brinquedos, carrinho, trocador e roupas de primos, sobrinhos ou amigos. Não há nenhum problema nisso, pelo contrário, é algo absolutamente natural e inteligente. Sustentabilidade desde o berço.

Responsabilidade

Créditos: Shutterstock

Não pense em “ah, eu sou o pai, não tenho muito que fazer”. Esqueça isso. Não é porque você não tem seios para amamentar seu filho que não estará presente e não será companheiro e pai.

Vá além de trocar uma fralda, dar banho ou segurar a criança enquanto a mãe descansa 10 minutos. Participe de tudo que for possível – vá às consultas, leve ao parque, nine, tenha momentos só entre pai e filho, dê a mamadeira, brinque, faça a papinha.

E seja paciente com noites sem dormir, choros agudos no ouvido ou demora na conexão. São bebês e estão em constante evolução. Não adianta colocar o bebê no colo, ligar a TV no Discovery Channel e você achar que está cuidando dele.

Às vezes você precisará abrir mão de ver os jogos de futebol, do poker na casa dos amigos, de fumar seu cigarro ou de tomar umas a mais, mas você terá oportunidade de fazer essas coisas também. É tudo uma questão de entender a rotina do seu filho, adaptar-se e saber curtir.

Segurança

Créditos: Shutterstock

É difícil não entrar em pânico, mas há algumas coisas que precisam ser relevadas ou sentidas de uma forma menos apocalíptica. Uma pergunta que é extrema e assola é: ”E se me assaltarem e não der tempo de tirar meu filho do carro?”.

Óbvio que vivemos em risco constante, sabendo que esse risco existe, mas não podemos nos fechar do mundo, nem educar nossos filhos para ter medo dele.

Claro que, infelizmente, na maior parte das cidades brasileiras não é possível sair despreocupado pelas ruas, portanto evite lugares escuros e conhecidamente perigosos, sair sozinho com a criança, visite locais movimentados entre outras atitudes comuns para quem quer viver em segurança.

Não precisamos viver dentro de muros, mas devemos tomar mais cuidados. Lembre-se que a vida do seu filho depende de você. É um peso que carregaremos até a morte.

Sexo

Créditos: Shutterstock

Invariavelmente rareia. É claro que um bebê em casa causa mudanças drásticas na sua rotina, mas curta o momento. Respeite as recomendações médicas, o tempo da companheira e seja carinhoso. As mulheres sofrem uma verdadeira mutação física no corpo por conta do bombardeio hormonal.

É claro que os seus hormônios também existem. Convenhamos, são no mínimo 5 meses sem penetração e certamente em algum momento seus nervos estarão à flor da pele.

Use a boa e velha imaginação, revista, filme ou o que lhe der tesão e – dependendo da abertura do seu relacionamento – converse sobre masturbação (inclusive é um assunto que deve ser falado independente da gravidez). Um lembrete: os seios da sua companheira estarão muito doloridos, tome muito cuidado.

Satisfação

Créditos: Shutterstock

Sabe todo dinheiro gasto, noites sem dormir, cansaço e falta de sexo? Você vê que vale a pena quando vê o sorriso do seu filho. É um clichê, mas a vida é um eterno clichê e não há preço que pague esses pequenos momentos com seu filho. Aproveite todos segundos possíveis, pois passa rápido (outro clichê).

Às vezes acontecem outros percalços e algumas coisas não saem como o planejado, mas não se desespere. A sua paciência precisa trabalhada como nunca. Respire fundo, conte até 10, relaxe da forma que for mais assertiva para você e pense antes de tomar qualquer decisão ou dizer qualquer frase possivelmente agressiva.

É incrível, mas seu filho sentirá. Não sei cientificamente, mas a sensibilidade dos bebês é muito aguçada, portanto evite pegar ele quando você estiver muito nervoso ou falar muito alto perto do pequeno. Pense como um mantra: “ele depende de mim, ele depende de mim”. Ele realmente depende de você e isso fará de você uma pessoa melhor. Fará de você (verdadeiramente um) pai.

► Texto escrito por Vitor Stefano, cinéfilo, apreciador de boas cervejas e pai do Caetano. Quer ter seu texto publicado aqui? Mande um e-mail com sugestão para [email protected] e quem sabe nós não publicamos?

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