Ello, a rede social sem anúncios e inimiga do Facebook

Ela quer ser anti-Facebook e só usuários com convite podem usá-la

“Cada post que você compartilhar, cada amigo que você faz e cada link que você clicar é monitorado, gravado e convertido em dados. Os anunciantes compram seus dados para que eles possam mostrar-lhe mais anúncios. Você é o produto que é comprado e vendido”.

Com este manifesto, a nova rede social Ello apresenta-se ao público como alternativa para o gigante Facebook. A grande diferença apontada pela empresa é que ela promete ser completamente livre de propaganda.

Para aderir, você precisa ser convidado, o que causou certa procura e até vendas de convites no eBay. A interface do site é uma mistura de Twitter e Tumblr, quase nada parecido com o Facebook.

Do lado esquerdo, o site mostra a lista de amigos, e do direito, o que eles estão postando. Dá para organizar os amigos em listas, postar mensagens, adicionar fotos e links. Quem já está na rede tem o poder de enviar convites para outras pessoas entrarem no site. Para os demais, resta o cadastro no site e aguardar a liberação por novos convites.

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Ello a rede social sem anúncios e inimiga do Facebook 3

Criada por um pequeno grupo de artistas e designers que se propõem a fugir dos modelos de redes sociais baseados em propaganda. Para isso, a Ello precisa pensar novos formatos – a princípio, a intenção será cobrar de alguns usuários pela liberação de funcionalidades extra, que ainda estão para ser definidas.

Diferente do produto de Zuckemberg, a rede também não faz exigências quanto à identidade dos usuários e se posiciona como uma ‘amiga da pornografia’. “Não temos nenhum problema com pornografia, mas com certeza não vamos autorizar bestialidades ou conteúdo pornográfico que incentive as pessoas a machucarem umas às outras, ou qualquer coisa que envolva crianças”, esclareceu Paul Budnitz, fundador da Ello, em entrevista ao BetaBeat.

Ainda é cedo para tomar qualquer conclusão ou mesmo dizer que a Ello fará frente ao Facebook. Esta última também começou com um formato livre e que não explorava anúncios, mas depois quando precisou mostrar números e pagar acionistas, todo mundo sabe o caminho que tomou.

Mesmo assim, é legal que caminhos alternativos de integração social sejam explorados. Quem tiver um convite aí pode me convidar!

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