Por que as pessoas parecem gostar tanto do Deadpool?

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Se você acessou a internet no último ano, viu crescer, repentinamente, o anseio pelo lançamento do filme do Deadpool.

Desde o anúncio de lançamento, várias imagens circulam nas redes sociais com piadas envolvendo o personagem e com cenas dos trailers do filme. Mas por que todos, de repente, parecem amar um personagem tão desconhecido para o público comum e tão controverso como o Deadpool? Selecionamos alguns possíveis motivos antes do lançamento oficial do filme e, por isso, aida não levamos em consideração a história que foi contada no longa.

A origem do personagem

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O anti-herói Deadpool, que já atuou em histórias da Marvel como herói e algumas vezes como vilão, foi criado por Rob Liefeld e Fabian Niciesa e apareceu pela primeira vez em 1991, como vilão em uma das histórias do X-Men.

Criado como uma paródia para um vilão da DC, o Exterminador, o personagem é conhecido por seu fator de cura e por ser praticamente impossível de vencer. Além disso, seu humor ácido e as inúmeras piadas que fazem referência aos outros heróis e vilões dos quadrinhos e ao universo da cultura pop foram os fatores decisivos da relativa popularidade do anti-herói.

Deadpool já flertou com o Homem-Aranha – sim, ele é descrito como Pansexual, alguém que sente atração física e emocional por todos os gêneros e, no filme, Tim Miller, o diretor da adaptação, ressaltou que quer essa orientação sexual em destaque.

O Anti-herói surgiu quando, com câncer, passou por um experimento chamado “Arma X”, o mesmo que criou Wolverine.

Depois da operação, ele desenvolveu a capacidade de rápida regeneração celular e força sobre-humana.

Quem já é familiarizado com o universo de quadrinhos deve lembrar da breve aparição do anti-herói no filme X-Men, Origens: Wolverine. A imagem dele se espalhou e o lançamento de um filme próprio foi garantido.

Mas por que as pessoas parecem gostar tanto do Deadpool?

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Vamos ser bem honestos aqui: a maioria das pessoas que está vibrando com o lançamento do filme sequer conhecia o anti-herói antes do trabalho de marketing da Marvel para o lançamento do filme.

Não há nada de errado nisso, mas isso demonstra características importantes da nossa sociedade atual:

A necessidade de fazer parte de algo inédito e se tornar parte de um grupo, e a admiração por personagens transgressores e ídolos que fujam do senso comum.

Em uma época em que questões sociais importantes estão sendo levantadas todos os dias – principalmente por causa da internet e das redes sociais, muitas pessoas se sentem viajadas e impossibilitadas de fazer certas piadas ofensivas. Por isso, esperam que alguém as faça para elas.

O problema é que as piadas ofensivas estão sendo perseguidas justamente por serem ofensivas. Não é certo ridicularizar gays, negros, mulheres e nordestinos apenas pelo valor da piada.

Existem aqueles que anseiam pelo Deadpool na esperança do filme ser tão engraçado e icônico como foi Guardiões da Galáxia, por exemplo. Essas pessoas não esperam o Deadpool para ver um anti-herói fazendo piadas sujas e ofensivas; elas querem que ele faça piadas com a própria imagem e trabalhe com referências e como o humor de situações.

Porém, há quem espere do personagem apenas o humor ofensivo e, por não conhecerem tanto assim os quadrinhos, não sabem que o Deadpool não é apenas ofensas. Ele vive situações absurdas e engraçadas por utilizar vários elementos da cultura pop e situações do cotidiano intercaladas com o universo dos heróis.

Há cenas nos quadrinhos em que o Deadpool luta contra o Abraham Lincon e também há histórias em que ele incorpora, como espírito, o corpo do menino do Sexto Sentido – em um arco criado antes de Deadpool ser amaldiçoado por Thanos com a vida eterna.

Por isso, o Deadpool é um personagem de piadas com situações e com humor ácido.

Anti-heróis

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Mesmo assim, ver um anti-herói ganhar um filme é algo empolgante para muitas pessoas porque existe um fascínio por esse tipo de personagem. As pessoas admiram um Jack Sparrow, torcem e vibram por um Walter White e até esperam que o Dexter exerça sua psicopatia.

Anti-heróis representam, na grande maioria das vezes, pessoas normais com atitudes normais e, como o próprio nome diz, anti-heroicas. Eles podem fazer o bem e muitas vezes o fazem, mas preferem salvar a própria pele e também sentem prazer quando matam os vilões.

A humanidade deles os aproxima do público e, por isso, o público parece vibrar quando um novo anti-herói surge no cinema ou aparece no mundo dos seriados.

Em uma época em que estamos sendo saturados com filmes de super-heróis, ver um personagem fazer piada com tudo isso é uma brisa refrescante e importante para o gênero e para o público.

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