9 Motivos pelos quais você tem que ler 1984, o livro de George Orwell

Logo depois da posse de Donald Trump como presidente dos EUA e das declarações sobre os ‘fatos alternativos’ por assessores da Casa Branca, o livro de George Orwell ‘1984’ subiu vertiginosamente para a lista de best-sellers na Amazon, alcançando o primeiro lugar.

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O clássico romance distópico publicado pela primeira vez em 1949, sobre uma sociedade que vive sob um regime totalitário e repressivo, teve um aumento de vendas de 10.000%.

Mas, qual são as razões para este livro voltar ao topo da lista depois de tanto tempo? Reunimos alguns motivos para você ler (ou reler) 1984. Confira!

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9. Fato Alternativo e Ministério da Verdade

Assim como em Laranja Mecânica, o livro aborda o termo Novilíngua ou Novafala, para se referir a um idioma criado especialmente pelo governo autoritário para restringir pensamentos da população e impor sua ideologia. Se você pensa o contrário, a linguagem reduz o pensamento, e o pensamento depende da linguagem. Nenhum pensamento poderia ser tido sem as palavras certas para expressá-lo.

Esse conceito tem uma forte ligação com a atualidade, principalmente quando uma das principais assessoras de Donald Trump, Kellyanne Conway, cunhou o termo fato alternativo para negar as evidências constatadas. No caso, seu colega Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, afirmou que a cerimônia de posse de Trump que teria sido a maior já vista (embora as imagens demonstrem claramente o número bem inferior da posse do presidente Obama).

Ou seja, não é difícil notar que este novo governo dos EUA pretende se apoiar na verdade que ele vai construir das coisas.

8. O título futurista

Todo bom livro começa por um bom título, e no caso do romance de Orwell não é diferente. A ideia original era de “O Último Homem da Europa”, mas o autor preferio apontar para um ano do futuro, talvez uma brincadeira de inversão de números com o ano em que o livro terminou, 1948.

7. Grandes questionamentos feito de uma forma simples e direta

Guerra é Paz/ Ignorância é Força/ Liberdade é Escravidão

Conheci Orwell do livro A Revolução dos Bichos e, já de lá, vi que ele era um autor que conseguia colocar grandes questionamentos de uma maneira simples, com exemplos práticos, e de uma forma muito direta. Em 1984 não foi diferente. Aqui, a política é questionada, assim como a forma de se relacionar em sociedade, apontando que qualquer regime totalitário tente a ser nocivo para os indivíduos que fazem parte do sistema de governo.

Por isso, o autor é sempre citado e estudado como referência nos colégios.

6. A literatura distópica

A literatura distópica ou antiutópica é uma filosofia que critica e satiriza as convenções sociais e o controle opressor do sistema. Nela, há corrupção e regras abusivas em nome do bem estar coletivo, ele sustenta uma falsa ideia de felicidade e perfeição, o que leva a uma sociedade completamente alienada. Geralmente se passa num futuro próximo e é muito semelhante a sociedade atual.

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, Laranja Mecânica de Anthony Burgess, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury. Todos dialogam com os conflitos da sociedade contemporânea. O legal deste tipo de literatura é que, independente da época em que se leiam, todos são atuais e fazem críticas que você pode refletir sobre fatos contemporâneos.

5. A tecnologia

Orwell era um homem que enxergava muito além do seu tempo. Dá uma olhada no que ele colocou na sua literatura e que foi surgir muito depois de 1948.

– As Teletelas ficavam em todos os ambientes e enviavam imagens de propaganda para que estava assistindo, servindo também como instrumento de espionagem. É só olhar para as TVs Smart com acesso de internet, além de tablets e notebooks, todos com câmeras embutidas. Vale lembrar que já existem hackers que conseguem acessar as imagens remotamente.

– O “Grande Irmão”, conhecido como Big Brother é a “entidade superior” de controle do governo sobre tudo aquilo que a população fazia. Nos dias de hoje, as corporações têm esse poder. Redes sociais, apps e serviços de busca têm um controle total sobre tudo aquilo que você pesquisa na internet. Essa informação são usadas para induzir compra de produtos, apresentar assuntos e coisas que você tenha interesse e fazer você passar mais tempo online.

– Se alguma coisa fugisse do controle do Grande Irmão, a polícia do pensamento era um orgão para receber denúncias e julgar quem tivesse feito alguma coisa errada ou contra o sistema. Com câmeras de vigilância em todos os lugares, hoje é praticamente impossível fazer qualquer coisa sem que alguma imagem sua seja gravada em algum lugar. Você está sendo vigiados em todos os lugares.

– “Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado”. Um dos lemas políticos lançados no livro mostra que alguns personagens passavam os dias modificando registros históricos em jornais e livros, modificando assim a história para o governo.

Boa parte das informações que consumimos hoje vem de fontes online que, nem sempre, são muito confiáveis. A Wikipedia, por exemplo, pode ser editada por qualquer pessoa. Além disso, as notícias fakes estouraram nos últimos tempos nas redes sociais, influenciando diretamente as eleições do governo dos EUA.

4. O controle da memória e do passado

O Partido quer controlar tudo, o passado, o presente e o futuro. Para ter o controle total, ele age na memória das pessoas. Sem memória, não podemos conhecer o passado. Sem memória, o Partido é capaz de controlar a História. Ao controlar o passado, o Partido também controla o presente, porque seus ‘cidadãos’ aceitarão tudo o que o Partido diz.

Para controlar a memória coletiva de seu povo, o Partido proíbe seus membros mantenham registros escritos de suas vidas, e mandatos que todas as fotografias ou documentos são destruídos através de “buracos de memória” colocados em toda a Oceania. Como a memória não é algo confiável, a realidade correspondente acaba direcionando a população para o que o Partido quer mostrar. Assim, o Partido manipula o passado para controlar o presente, graças à sempre-falha memória.

3. A história de amor

Sim, no enredo há uma história de amor. Winston e Julia trabalham tentam viver um romance enquanto lutam contra a sociedade desigual e ditatorial que não quer que ocorra essa troca de afetos entre os membros. Você percebe que o amor pode não durar muito em um regime onde não há liberdade para sentir e ter sua individualidade.

2. Winston Smith não é um herói perfeito

Seguimos o livro através do narrador contando a história de Winston Smith e o quanto ele odeia o Partido e quer mudar a maneira como ele vive. Bem, ele faz isso, mas ele só consegue mudar sua própria vida e de ninguém mais. Então ele não é um herói ideal que salvará a Oceania do Big Brother. Ele é humano, quebrado pelas pequenas corrupções de sua vida cotidiana. Isso só nos estimula como leitores a tentar fazer algo sobre nossas próprias vidas.

1. O livro vai mudar a maneira como você vê a sociedade

Apesar de escrito em 1948 e publicado em 1949, o livro ainda nos fala sobre o modo como a nossa sociedade funciona, tanto no egoísmo que ainda domina as ações individuais quanto na sede de poder que impede a sociedade em si de prosperar.

Isso vai fazer você ter uma visão mais cética e realista do mundo e fazer você se importar mais com os direitos e liberdades individuais como fundamental para uma viver em uma sociedade saudável.

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Ps: Para quem curte cinema, saiu também o filme 1984, baseado no livro de George Orwell.

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