Os maiores rivais de Ayrton Senna

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Talvez as qualidades de Ayrton Senna teriam sido menos contempladas se o brasileiro não contasse com os adversários que o acompanhou durante a carreira. Além dos grandes feitos na maior competição automobilistica do mundo, Senna acumulou grandes desafetos.

+ Confira as frases marcantes de Ayrton Senna

Por isso mesmo vamos relembrar os maiores rivais de Ayrton Senna. Você poderia chutar qual foi o pior, na opinião do piloto?

Alain Prost (1984-1993)

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Desde a primeira corrida marcante de Ayrton Senna na Fórmula 1, no GP de Mônaco de 1984, o francês Alain Prost foi seu maior adversário. Naquela prova, o novato e desconhecido brasileiro, a bordo da frágil Toleman, surpreendeu sob chuva. Foi ultrapassando os outros pilotos e estava prestes a superar também o francês da McLaren, que já era consagrado, quando a prova foi suspensa. Senna jamais engoliu a segunda colocação.

Em 1988, o brasileiro ergueu seu primeiro título depois de derrotar Prost de forma espetacular no GP do Japão. No ano seguinte, no mesmo circuito, veio o troco. Senna e Prost bateram na 46ª volta, o que deu o título a Prost. Senna ainda continuou correndo, mas sua vitória foi anulada. Em 1990, novamente no Japão, foi a vez de Senna se beneficiar de uma batida com Prost para erguer o título – um acidente que muitos acharam que foi premeditado pelo brasileiro. Depois disso, Senna e Prost ganhariam mais um título cada. Apesar de todas as provocações e críticas do passado, Prost veio ao Brasil para o funeral de Senna e prestou sua homenagem ao adversário mais famoso.

Nelson Piquet (Brasil, 1986-1987)

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Piquet e Senna, os dois brasileiros tricampeões da Fórmula 1, correram cinco temporadas juntos, mas em apenas duas mantiveram uma disputa frequente e acirrada nas pistas. Em 1986, Piquet ficou em terceiro lugar no campeonato, superando Senna, que foi o quarto; em 1987, Piquet foi o campeão, e Senna o terceiro.

No ano seguinte, Senna vencia o seu primeiro título, mas Piquet já estava numa equipe bem inferior, terminando o ano em quinto lugar. Se tiveram poucos momentos de duelo direto dentro das pistas, Senna e Piquet tiveram brigas de sobra fora delas: as provocações entre os pilotos através das entrevistas à TV e aos jornais se tornaram famosas. Depois da morte de Senna, porém, Piquet enfim elogiou o rival e reconheceu sua importância.

Nigel Mansell (Inglaterra, 1991-1992)

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O duelo terminou no 1 a 1. Em 1991, Senna, então na McLaren, foi o campeão, com Mansell, da Williams, em segundo; em 1992, foi a vez do inglês vencer, deixando o brasileiro como vice. Senna e Mansell não tinham problemas de relacionamento fora das pistas e pilotaram carros diferentes demais nas duas temporadas – a McLaren de 1991 foi a última da geração de ouro da equipe e a Williams de 1992 é considerada o melhor carro que a Fórmula 1 já viu.

Apesar disso, as disputas entre eles foram sempre empolgantes – como no GP da Hungria de 1992, quando Senna ultrapassou Mansell na primeira volta e defendeu todos os ataques do inglês até o fim da prova, apesar de pilotar um carro bastante inferior. Mansell não ultrapassou Senna e ficou em segundo, mas festejou mesmo assim: o resultado deu ao inglês seu primeiro e único título mundial.

Michael Schumacher (Alemanha, 1994)

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A última temporada de Senna na Fórmula 1 começou com uma nova rivalidade: com apenas três anos de Fórmula 1, o alemão Schumacher começava a despontar entre os líderes da categoria. Depois de dois anos tentando alcançar as Williams, Senna havia trocado de time – agora ele era o primeiro piloto da melhor escuderia da época. As três primeiras corridas da temporada – e, para Senna, as três últimas da carreira -, foram praticamente iguais. Senna foi três vezes pole position e Schumacher largou ao seu lado em todas elas. Senna sofreu acidentes nas três corridas e não terminou nenhuma delas. O alemão venceu todas.

No momento da tragédia na curva Tamburello, Schumacher tentava alcançar Senna. A batida fatal interrompeu prematuramente o que seria, para muitos, o maior duelo da história da Fórmula 1 – Senna e Schumacher, os dois melhores pilotos que a categoria já viu, tinham equipamentos equivalentes e a mesma vontade de vencer. Sem o brasileiro, o alemão foi o campeão da temporada.

Terry Fullerton

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Após o GP da Austrália de 1993, ocorre uma coletiva de imprensa, um reporter pergunta a Ayrton Senna quem foi seu maior adversário em toda a sua carreira. Senna recorda de seus tempos de kart e fala o nome “Terry Fullerton” . Terry nunca chegou à F1, mas ele mandava bem nas pistas de Kart. O desafio veio em 1978, quando se tornou companheiro de equipe de um tal de Ayrton Senna. Não rolou muita coisa nesse tempo até a corrida derradeira em 1980. Senna estava se despedindo do mundo dos karts. Era a etapa tripla de Nivelles-Baulers. Na primeira corrida, deu Fullerton no lugar mais alto do pódio. Na segunda corrida, Fullerton abandonou com uma falha no pequeno motor de kart daquela época.

Na última corrida, Senna terminou em segundo e Fullerton chegou em terceiro. Senna e Fullerton fazem a festa no pódio. Antes da última corrida, Fullerton chega perto de Senna, abraça e diz “Boa sorte na F1″ . Senna faz cara de não entender muito aquilo que ele disse, mas mesmo assim o agradece. Fullerton sabia o que estava dizendo e sabia que aquele garoto com que formou umas das melhores duplas de todos os tempos, ia ter um grande futuro pela frente. E ele estava certo.

 

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