Conheça a solução científica para evitar bolhas após corrida

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Bolhas são um dos problemas mais comuns para quem adere a corrida. E não é um problema só de quem compete. Corredores amadores sofrem do mesmo mal que maratonistas profissional.

As bolhas surgem quando acontece um atrito repetido de algo contra a pele. A fricção resultante faz as camadas superiores da pele começarem a se separar uma da outra, produzindo uma sensação de calor. Se a fricção continuar, um fluído preenche os espaços entre as camadas de pele, formando a bolha de água.

As bolhas doem e incomodam, a ponto de muitas pessoas terem que interromper seus treinos até a recuperação da pele.

Estudos antigos tentaram encontrar um método para resolver o problema, mas nenhum realmente funcionou. Por exemplo, aplicar vaselina nos pés aumenta a fricção e a incidência das bolhas, segundo estudo de 1995. O mesmo pode ser dito de usar meias de algodão, passar loção misturada com antiperspirante, grudar bandagem, tecido ou outro adesivo protetor especializado nos pés.

O Teste do Esparadrapo

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Dr. Grant S. Lipman, professor auxiliar de medicina clínica da Universidade Stanford, diretor médico de vários ultramaratonas pelo mundo, tinha ouvido dos atletas que envolver partes dos pés em fita de papel ajudava a evitar as bolhas.

Para quem não sabe, fita de papel nada mais é do que aquele esparadrapo facilmente encontrado na farmácia, um dos componente dos kits de primeiros-socorros. Ela é mais fina do que as bandagens e deixa a pele respirar.

Lipman, no entanto, tentou colocar a prática dos atletas à prova, originando um novo estudo publicado no “The Clinical Journal of Sport Medicine”.

Ele procurou um grupo de pessoas para quem as bolhas são quase inevitáveis: ultramaratonistas e, especificamente, os participantes de uma ultramaratona anual, exaustiva e em várias etapas por trechos de desertos da Jordânia, Madagascar, Gobi e do Atacama.

Lipman e colegas pediram a todos os corredores inscritos na competição de 2014 para usarem esparadrapo nos pés. Quase todos os 130 atletas concordaram.

Corredores com histórico de bolhas, ou seja, quase todos eles, mostraram aos pesquisadores os pontos mais propensos ao desenvolvimento de bolhas no passado. Essas áreas – geralmente nos dedos – foram cobertas com o esparadrapo. Se alguém ainda não tivesse sofrido com o problema, os cientistas envolviam partes aleatórias dos pés.

Os pesquisadores decidiram que as partes descobertas dos pés afetados de cada corredor serviriam como controle. Se um corredor não tivesse bolhas ou se as bolhas surgissem somente onde os pés não tiveram proteção, então se poderia dizer que a fita funcionou.

Resultados

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Seis etapas e mais de 320 quilômetros depois, a maioria dos corredores desenvolveram pelo menos uma bolha, mas a grande maioria dessas bolhas, quase 70%, ocorrera nas partes desprotegidas dos pés. Pouquíssimas bolhas se formaram abaixo do esparadrapo.

No total, os cientistas concluíram que o esparadrapo reduziu a incidência de bolhas em pelo menos 40%.

Entretanto, havia alguns probleminhas. Esparadrapo não é muito grudento e geralmente se solta conforme o pé sua. A maioria dos corredores teve de colocá-lo várias vezes durante as etapas da corrida, ou seja, eles tiveram de levar um rolo junto para passar novamente a fita e voltar a correr. Não se sabe se os participantes de eventos mais curtos, como uma maratona, precisariam reaplicar a proteção.

Segundo Lipman, o lado positivo é que o esparadrapo não gruda na bolha nem rasga a pele ou tecido quando é removido, como acontece com outras bandagens.

De acordo com o pesquisador, a dica para quem pretende passar esparadrapo para evitar bolhas é simples. Corte ou rasgue uma tira estreita e envolva com ela a parte do pé mais propenso a ter bolhas. Para a maioria das pessoas, dedos e tornozelos são os pontos mais vulneráveis.

Outro conselho é usar tênis confortáveis para não friccionar a pele. Nunca utilize tênis novos para uma corrida, pois não se sabe se haverá fricção ou incômodos. Também não use meias de algodão nem cubra os pés com vaselina.

Fonte: New York Times

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