Sobre ser homem…

Reprodução

Somos homens. E eu vou usar linguagem “de homem”, p’ra tentar ficar mais claro.

Ninguém nos apalpa no caminho do banheiro, na balada, puxa nosso cabelo ou nosso braço, ou sussurra “vagabundo” no pé do nosso ouvido apenas porque queremos mijar.

Ninguém nos encoxa no metrô ou no ônibus, goza na nossa calça ou no nosso ombro, filma escondido a gola da camisa e publica em site pornô.

Ninguém fotografa nossa bunda e envia por Whatsapp. Ninguém coloca câmera escondida p’ra filmar por baixo de nossas bermudas na rua.

Ninguém pega foto do nosso pau ou vídeo gravado transando p’ra tirar onda com as amiguinhas de como nós somos gostosos e que vagabundos nós somos.

Reprodução
Ninguém se vinga de fim de relacionamento expondo nossa intimidade na Internet, p’ra familiares, amigos, chefes.

Nenhum taxista, por mais bêbado que estivesse, me levou p’ra um matagal em vez do destino que pedi.

Nunca fui seguido na rua, voltando do trabalho, e temi coisa alguma senão perder o celular ou a carteira.

Nenhuma mulher nojenta ficou se lambendo ou esfregando a mão enquanto eu atravesso a rua.

Nenhum assaltante jamais enfiou a mão na minha calça ou tentou me beijar à força.

Reprodução
Ninguém nunca me ameaçou a vida depois de uma bota.

Ninguém nunca ameaçou meu emprego a troco de sexo.

Nunca tive medo de circular de noite ou de dia e ser vítima de um estupro.

Meu salário é oferecido de acordo à minha qualificação e estado do mercado. Só.

Minha liberdade sexual é garantida pelos bagos que carrego, e, inclusive, quanto mais mulheres eu colecionar, mais foda eu sou.

Reprodução
Ninguém espera que eu largue o trabalho e dedique minha vida a filhos, quando eles nascerem.

Ninguém vai me chamar de puto se desejar tomar uma cerveja no fim do expediente.

Ninguém vai criar qualquer conceito sobre mim senão baseado nas minhas reais atitudes.

Então, fera, veja em quantos pontos supracitados você se enquadra e me conta como é bacana a vida sem essa violência indireta ou direta, como é simples viver assim.

Reprodução
Lembra desse papo quando nomear “vitimismo”, “mimimi”, “falta de rola”, “louça p’ra lavar”, enfim, os clichês que a gente conhece bem.

Não precisa pensar na desconhecida não: pensa na sua mãe, sua irmã, sua companheira, sua filha… Faz o mais forte exercício de empatia do mundo, que é se colocar no lugar delas, volta aqui e me chama de “feministo”.

Aguardo ansiosamente.

 

► Texto de Mario Feitosa. Não sei de nada, mas, sabendo disso, vem a sede de querer saber tudo, e nessa sede construo essas barbaridades, que acostumei a chamar de opinião. Me mostra que estou errado? Confira o seu site 

Quer ter seu texto publicado aqui? Mande um e-mail com sugestão para [email protected] e quem sabe nós não publicamos.

Comentários

Importante - Os comentários realizados nesse artigo são de inteira responsabilidade do autor (você), antes de expressar sua opinião sobre temas sensíveis, leia nossos termos de uso

Recomendado para você

Populares

Parceiros

Estilo e Moda Masculina para o Homem Moderno
A gente também pode
Fique por dentro de todas as novidades do blog
O primeiro e maior blog de engenharia do Brasil
Caderno de receitas, culinária prática e rápida
Bom Humor e Boa Bebida Liberados!
A Bartender Store é referência no seguimento de Coquetelaria e Bares por oferecer diversos produtos e serviços voltados para um público diverso e cada vez mais exigente
Inspiração para homens que querem ter uma casa ou home-office com identidade e que reflita a sua personalidade
esporte de um jeito diferente
Homem também tem que ter estilo
Pausa para Nerdices - Sua dose diária de entreterimento
Tudo sobre seu carro
Fique por dentro de tudo que acontece no Manual do Homem Moderno.

Cadastre-se e receba semanalmente os principais destaques do Universo Masculino »