Estou apaixonado ou carente?

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Você conhece uma pessoa incrível, bonita, extremamente atraente e, de repente, é isso: quer ficar com ela de qualquer jeito.

Depois do primeiro contato, não consegue tirá-la da cabeça e por mais que não admita, pensa nela frequentemente até ter coragem de adicioná-la em alguma rede social ou mandar um whatsapp.

Quando a conversa começa, ela demora para responder. Parece tão confiante, cheia de amigos e ocupada. Você entende tudo isso e não se importa em esperar dias por uma resposta.

Aos poucos, vocês começam a conversar por mais tempo, cada um descobre mais sobre o outro e, enfim, vocês saem para um bar. Depois de beber um pouco, resolvem esticar a noite em outro lugar e então, transam.

A percepção da realidade

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Foi incrível, melhor do que você imaginava, mas de repente você só quer ir para casa, dormir na sua cama, assistir seus filmes e jogar videogame.

A garota é realmente maravilhosa, você continua a admirando e achando ela incrível, mas toda a intensidade daquele sentimento inicial passou.

Provavelmente, amigo, você estava apenas carente.

Neste caso, você conseguiu enxergar isso por ter transado com a garota. Quando é paixão, aquele sentimento inicial e intenso continua ainda mais forte depois da primeira transa. Quando é carência, muitas vezes, não.

O maior problema, na verdade, é quando a primeira transa não cura a carência e você continua dependente de uma relação não por amor, mas pela necessidade de completar alguma coisa dentro de você mesmo.

É claro, existem exceções e muitas vezes você só vai realmente se apaixonar pela garota depois da terceira ou quarta transa. Mas, na maioria das vezes, aquele desespero para ficar com alguém não é paixão, é apenas carência.

Então, como saber diferenciar as duas coisas e como saber se é apenas carência mesmo depois de começar um relacionamento?

Como a carência ataca?

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A dificuldade em conquistar alguém parece despertar algo adormecido. Quando uma pessoa extremamente atraente e interessante aparece na nossa vida, nosso desejo inicial é conquistá-la para, em nosso subconsciente, nos tornar tão interessante e atraente aos olhos dela como ela é para os nossos olhos.

Veja bem: não estamos falando de amor à primeira vista. Estamos diferenciando – ou tentando – a paixão de carência e ambas começam do mesmo jeito, mas são causadas por razões diferentes.

A carência é comum em praticamente todas as pessoas e podemos agir guiados por ela em qualquer época da vida. Depende, é claro, de nosso estado psicológico e de acontecimentos recentes que nos marcaram. Por exemplo: o fim de um namoro, muito tempo sem ficar com alguém, o abandono de um emprego ou a perda de alguém querido.

Esses são apenas alguns exemplos dos momentos que a carência ataca e, então, sem perceber, estamos procurando alguém para sanar esse sentimento, e não para completar a nossa vida.

As pessoas mais bem sucedidas, inteligentes e atraentes já viveram momentos de insegurança, isso é normal. Nesses momentos, a necessidade de conquistar algo ou alguém para provar para nós mesmos o nosso poder é quase ensurdecedora. Ainda mais quando esse algo ou alguém é difícil de ser conquistado.

Por exemplo: você conheceu a garota, ela é maravilhosa. Então, vocês começam a conversar por mensagem e ela parece não se importar muito. Demora para responder, responde em poucas palavras, não dá muita atenção e nem demonstra interesse.

Ninguém tem culpa em não estar interessado mas, se você for a pessoa que investe em alguém cujo interesse não existe, você provavelmente vai querer fazer essa pessoa mudar de ideia.

É aí que o orgulho pega nas mãos da carência e te deixa angustiado: você precisa daquela pessoa.

Mas precisa mesmo?

Diferença entre estar carente e realmente gostar de alguém

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Normalmente, a carência e o amor começam de formas parecidas, mas surgem de caminhos diferentes.

Quando estamos carentes, buscamos alguém para completar alguma brecha, seja sexual ou emocional. Quando amamos, buscamos alguém para somar sentimentos, emoções e experiências na nossa vida, e não para substituir alguma coisa.

Então, repare no seu comportamento e enxergue-o de forma crítica. Pessoas carentes demonstram ansiedade além do normal, são impacientes e muitas vezes agressivas.

Um encontro que deveria ser romântico acaba virando um problema a ser resolvido, e não um momento de leveza e descontração.

Se você passa o dia olhando o celular e esperando uma mensagem, ou tem medo – além do normal – que o outro perca o interesse, pode estar vivendo um momento de carência.

O problema desse sentimento é que você acaba atropelando a ordem natural das coisas e precipitando sensações e julgamentos. Sofrer por antecedência é algo muito comum quando estamos carentes e, por isso, raramente um relacionamento é saudável dentro dessas condições.

Você pode transar com a pessoa em questão e, então, perder o interesse porque inicialmente era apenas carência. Mas também pode transar com a garota e se tornar ainda mais desesperado e dependente. Nada disso é amor ou é o início de um relacionamento saudável.

Então, tenha uma visão crítica sobre si mesmo e tente sempre consultar seus amigos e as pessoas que demonstram preocupação com você. Relacionamentos destrutivos e experiências traumáticas costumam acontecer justamente por ter o ponto de partida na carência, e não no amor.

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