A queda e ascensão de Ben Affleck

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O que te define como homem? Um pinto entre as pernas, falar grosso ou esta sempre pronto para uma briga? Para o diretor Ben Affleck, uma escolha moral é o principal elemento que define e atormenta um homem.

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Seja você um jovem detetive particular em começo de carreira, um criminoso de um subúrbio de Boston ou um agente da CIA em frente de uma conflito internacional, hora ou outra você estará a frente de uma decisão moral, que definirá quem você é pelo resto da vida.

Há muito, confunde-se o papel do diretor e do roteirista em um filme. O responsável por contar uma história boa é o roteiro, cabendo a direção saber conduzi-la, ou não. Uma direção boa não consegue salvar um roteiro ruim, mas uma direção ruim também pode matar um bom roteiro. Ben Affleck é um ótimo diretor. Não só sabe escolher as histórias em que vai trabalhar, como sabe conduzi-las como ninguém.

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Em seu primeiro filme, “Medo da verdade”, de 2007, ele dirige Casey Affleck, seu irmão, no papel de um detetive particular que tentar resolver o desaparecimento de uma menina. O filme tem um ritmo meio truncado, mas a partir de sua metade, ele mostra a que veio.

Nos últimos 10 minutos de filme vem o tapa final: O que é fazer coisa certa? Será que fazer coisa certa é realmente certo? E  assim, descobrimos como uma decisão pode afetar a vida de uma pessoa e todos ao seu redor de forma irreparável.

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Esqueça que o segundo filme do cara chama Atração Perigosa. Esse nome babaca não faz jus a qualidade da obra.  Aqui Ben Affleck entra em cena e esbanja ares de Clint Eastwood ou George Clooney, mostrando que sabe dirigir e atuar no próprio filme como ninguém.

Na trama, ele interpreta um bandido que se apaixona por uma mulher que tomou de refém durante um assalto. Ele tenta fugir da vida de crime, mas uma grande amizade e sua família não o deixam largar os assaltos a banco. Não demora muito para ter que optar entre seu novo romance ou o mundo onde sempre viveu.

Baseado em Prince of Thives,  best-seller nos Estados Unidos, Affleck consegue extrair o clima da Boston do livro (sua terra natal), como ninguém. A violência seca e a forma como a morte não é glorificada, é apenas mais um jeito de expressar como aquela vida cruel já faz parte do cotidiano destes homens.

As cenas vão fechando pouco ao pouco no rosto dos atores, enquanto eles monologam sobre suas histórias. Uma forma de mostrar como o cerco parece cada vez mais se fechando ao redor daqueles que hora ou outra vão ter que decidir entre viver no crime ou perder a própria vida.

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E chegamos ao queridinho da vez, “Argo”, vencedor do prêmio de melhor filme deste ano. Esse filme é foda. Simples assim.  Desta vez Affleck sai da sua confortável terra natal, Boston, para ir para o Irã. Na trama, um agente da CIA finge ser produtor de um filme de cinema para tentar resgatar seis americanos presos no Oriente Médio.

Aqui, o ator-diretor interpreta um homem que põe o trabalho a frente de sua própria família. Ele poderia a qualquer momento largar a missão (e por vezes, até recebe ordens para isso), mas decidi ir até o fim, e só depois de conseguir trazer os refugiados de volta para o país, que ele próprio se permite voltar para casa.

Voltando um pouco no tempo, e esquecendo todos os filmes ruins que o cara fez na carreira, lembro de onde Ben Affleck despontou . Um dos roteiristas de “Gênio Indomável” dividiu o prêmio de melhor roteiro ao lado o amigo Matt Damon, o qual muitas pessoas (maldosamente) atribuíram o talento da dupla.

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De lá pra cá, a carreira não foi muito fácil para o ator. Seu pior momento foi em 2004, onde ganhou um a Framboesa de Ouro como pior ator, pelo conjunto de obra com filmes como “Contato de Risco”, “Demolidor” e “O Pagamento”. Além disso, viu sua separação com Jennifer Lopez virar notícia e piada de tabloides por todos país.

Ai chegou o momento de uma escolha. A direção. Chamou seu irmão Casey e foi para sua terra natal recomeçar a carreira com “Medo da verdade”, que citei lá em cima. Hoje, com um relacionamento estável com a bela Jennifer Garner, Ben Affleck se tornou um dos diretores mais importantes  e disputados de Holywood, tendo recusado filmes grandes como a “Liga da Justiça”.

Mesmo lá atrás, o conflito moral já costurava suas histórias. Will, de “Gênio Indomável”, é um jovem talentoso que no final do filme decide desistir de uma carreira estabelecida e deixar seus amigos para ir atrás de um grande amor.

E no final do dia o que te define como um homem  ou como uma pessoa boa, um ser humano bom, não são nada mais que as escolhas que você faz. As vezes uma delas, só uma, vai te atormentar para o resto da vida. Ou vai fazer sua vida mudar para sempre. Obrigado, Ben Affleck pela lição.

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