9 Brigas que todo casal têm (e como resolvê-las)

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Você pode ter um relacionamento de longa data com qualquer pessoa, mas realmente só vai conhecê-la quando morar com ela sob o mesmo teto.

E convívio proporciona além de momentos felizes, inevitáveis discussões. Uma coisa que você precisa ter em mente é que discutir é normal. Mas do que isso, é uma valiosa forma de comunicação para manter uma vida a dois saudável.

O mais importante, então, não é evitar que os problemas aconteçam. Mas, a partir dos conflitos, ambas as partes precisam usar da sinceridade, dos sentimentos e racionalidade, abdicar do seu individualismo para tentar entender o outro.

Você quer saber quais são as principais discussões que todo casal teve, tem ou terá na vida a dois? Confira abaixo com as sugestões de especialistas de como resolvê-los.

1# Falta de compromisso e excesso de controle

Carlos (29) e Gabriela (27) são um casal. Carlos sente que Gabriela quer controlá-lo e fica no meio das suas amizades masculinas. Ele é bastante inseguro quanto a fazer sua companheira feliz, pois sente que ela se decepciona constantemente com ele.

Enquanto isso, Gabriela cobra falta de compromisso de Carlos, que vive saindo e, para ela, deixa o relacionamento em segundo plano. Sempre que Gabriela tem insegurança, acaba controlando mais a vida de Carlos.

Usei um exemplo de um casal hipotético para mostrar algo bem comum para um casal jovem. Às vezes uma pessoa tem medo de viver só para o relacionamento e perder a vida social, enquanto o outro tem medo de perdê-lo e peca por uma pressão maior. Este desequilíbrio acaba catalisando uma luta pela liberdade e controle.

O que fazer: ao invés de centralizar a culpa no outro para como ele se comporta no relacionamento, tente entender como seus atos e comportamentos influenciam no comportamento negativo do outro. Com pequenas mudanças diárias e práticas, você pode dar mais segurança a(o) companheira(o) e o relacionamento só tem a ganhar.

2# Excesso de atenção no celular

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Vivemos em uma época de redes sociais e em que estamos conectados o tempo todo. A grande dificuldade é conseguir se desconectar quando temos um tempo para ficar com nossas companheiras.

“Não há muito espaço para erros de interpretação e menos chance de praticar a comunicação necessária, expor seus sentimentos e ter empatia com o parceiro”, aponta a psicóloga norte-americana Merav Gur.

Deixar o celular de lado vai além de não verificar seus grupos de whatsapp durante a série que acompanham juntos. Significa prestar atenção em como a outra pessoa se sente sobre o relacionamento. Como Alisa Bowman, especialista em casamento e autora do Projeto: Happily Ever After, aponta. “A energia gasta em seu celular é a energia que não está sendo colocada no relacionamento.”

O que fazer: pense em como você se sentiria se você fosse a pessoa sentada do outro lado da mesa de jantar, enquanto sua companheira passasse o tempo mandando mensagens pelo celular e rindo das piadas dos grupos.

Sempre que possível, deixe o telefone de lado ou desligue durante as refeições, conversas importantes ou alguma atividade que estejam fazendo juntos.

3# Foco excessivo no trabalho

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O problema dos relacionamentos atuais é que eles precisam competir ferozmente com o lado profissional, que cada vez mais domina seu tempo disponível e suas energias. À medida que buscamos nossos sonhos através do crescimento de nossas carreiras, arrumar tempo para se relacionar com alguém e dedicar-se a esta pessoa parece uma tarefa árdua.

A intensidade do início da carreira também tem implicações práticas: menos tempo para ver um ao outro.

O que fazer: É difícil equilibrar as horas de trabalho com uma vida amorosa, mas é crucial comunicar quando há um desequilíbrio para encontrar uma maneira de agendar algum tempo para o casal. E isso pode ser simplesmente um abraçar. Um estudo de 2003 descobriu que 10 minutos de mãos dadas e uma de 20 segundos de abraço poderia diminuir os efeitos do estresse.

4# Afazeres domésticas

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Nunca antes na história dos relacionamentos havia uma frequência tão grande de casais que moram juntos antes do casamento. Mas, coabitar o mesmo espaço apresenta desafios únicos; quando se trata de pequenas questões como limpeza, divisão das tarefas, manias, etc. O resultado pode ser até a separação.

Casais saudáveis que ​​sabem enfrentar esses pequenos problemas iniciais aumentam as probabilidades de um longo relacionamento. Reprimir a raiva é a pior coisa, já que você vai acumular insatisfação e soltar em um momento indevido.

O que fazer: você não pode deixar que uma toalha na cama ou sapatos fora do armário destrua seu relacionamento. Tem algo que te incomoda? Fale a companheira. Divida as tarefas domésticas e, caso um tenha mais tempo livre, ele pode se encarregar de mais atividades.

Respeite o outro e tente manter a ordem do ambiente. Se você não tem uma mãe ou empregada cuidando das suas coisas precisa ser mais responsável e não deixar que a companheira arrume.

5# A falta de atenção

O ser humano tem uma ambição: sentir querido e desejado. Mas, nem sempre é fácil expressar para a pessoa amada que você não está se sentindo assim. O importante é nunca deixar de falar esse sentimento; isso pode acabar prejudicando o seu relacionamento de forma muito séria no futuro.

“Quando sentimos que a atenção não está acontecendo de forma satisfatória, podemos começar a discutir, agir de forma grosseira e criar ainda mais problemas. A maioria das brigas que, a princípio, parecem relacionadas a questões como ciúme ou paquera com outra pessoa, muitas vezes são causadas pela carência de mais atenção”. revela Tammy Nelson, autora do livro The New Monogamy: Redefining Your Relationship After Infidelity (“A nova monogamia: redefinindo seu relacionamento após a infidelidade”).

O que fazer: existe um exercício simples que a Tammy indica. Tente dizer a sua parceira três coisas que você admira ou aprecia nela diariamente. Depois, peça que fale o que aprecia em você. Voltar o foco para o que o seu parceiro gosta em você e o que você gosta nele promove a atenção positiva no relacionamento, ao invés de aumentar os conflitos.

6# Não discutir os problemas

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Não se envolver em conversas sérias, discussões, porque quer evitar qualquer tipo de confronto, pode levar uma relação para o vinagre. “Alguns indivíduos preferem se esquivar ou evitar qualquer conflito, pois eles acreditam que essas discussões minam o relacionamento”, aponta Merav Gur.

De acordo com os especialistas, abrir o diálogo é crucial. A terapeuta familiar Jennifer McMains salienta. “Conflitos não resolvidos continuarão a corroer um relacionamento e causar dor e desesperança.” A marca de um relacionamento saudável é ser capaz de resolver esses conflitos por meio de conversas.

O que fazer: pode parecer chato, inconveniente e, por muitas vezes desnecessário. Mas, é preciso dialogar a cada vez que sua companheira tem alguma chateação. Não deixe acumular seus conflitos e sempre sinalize uma porta aberta para sua parceira ter uma comunicação franca contigo.

7# Frequência sexual

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Há uma dessas piadas feitas em stand up americano que ilustra bem esta situação. O comediante diz que a melhor coisa do casamento é que “você pode transar como o(a) seu(sua) melhor amigo(a)”. A pior coisa? “Quando o(a) seu(sua) melhor amigo(a) não quer transar com você.”

Tirando a empolgação inicial do começo do relacionamento, onde vocês querem transar em todos os lugares e a qualquer instante, é possível que o tempo tenha mudado a dinâmica sexual entre vocês dois – você não quer ter relações sexuais todos os dias e ela quer, ou ela preferiria deixar o sexo só para os fins de semana.

De acordo com Alexanda Solomon, um psicólogo e terapeuta de casal da Universidade de Northwestern, “Nosso desejo sexual está sempre mudando, nossos interesses estão sempre mudando e nossos corpos estão sempre mudando.” Isso não significa que você precisa para separar por incompatibilidade.

O que aprender: aprender a comunicar essas necessidades sobre sexo, sem julgamentos, é fundamental para evitar ressentimentos e mágoas posteriores. Falando sobre sua vida sexual pode ser o primeiro passo para melhorá-lo.

8# Dinheiro

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“O casamento tem a ver com amor; o divórcio, com dinheiro”, diz o velho ditado. O caminho mais curto para o divórcio começa, muitas vezes, com brigas feias sobre questões financeiras. De acordo com uma pesquisa feita pela revista Money Magazine, casais casados brigam mais sobre dinheiro do que sobre qualquer outra coisa.

O que fazer: não quer que as finanças levem à falência do seu casamento? Siga o conselho da consultora financeira Gabrielle Clemens:

“O dinheiro mexe com o emocional das pessoas e as brigas podem começar porque as pessoas que estão em um relacionamento têm visões diferentes sobre o dinheiro. Você precisa ter um diálogo com seu parceiro sobre como a família de cada um tratava o dinheiro durante a sua criação, falando desde como o dinheiro era gasto, qual dos pais tomava as decisões financeiras, até perguntas sobre ser forçado a economizar para conseguir as coisas que precisavam ou queriam”.

Conhecer bem a relação emocional do seu cônjuge com o dinheiro ajuda a entender a perspectiva dele quando surgirem as discussões.

9# Por um “Nada demais”

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A coisa sempre começa assim. A sua parceira grita ou resmunga de forma agressiva: “Por que tem tanta louça suja na pia? Será que sou só eu que tenho que lavar ouça por aqui?”. Aí, como num piscar de olhos, vocês dois já estão naquele bate-boca e nenhum está disposto a ceder e encerrar o assunto.

Bem-vindo a típica briga por “nada”, sendo que o “nada” é apenas um substituto de questões muito maiores, mas que ficam ocultas.

“O nada está disfarçando uma questão maior. Quando a pessoa diz ‘por que ninguém lava a louça?’, pensa em todas aquelas vezes em que se sentiu um mero empregado. Afinal, o que são algumas louças comparado a tudo mais que você faz? Você fica puto da vida por causa disso”, afirma Marina Sbrochi, autora de Stop Looking for a Husband: Find the Love of Your Life (Pare de procurar por um marido: procure por um amor para sua vida).

A próxima vez que uma questão aparentemente insignificante virar uma briga homérica, Sbrochi recomenda dar um passo atrás e pensar no que, de fato, foi o estopim da briga.

O que fazer: fique atento às vezes em que ‘nada demais’ acaba virando uma briga e anote o que você está sentindo naquela situação. Talvez você gostaria de ter mais ajuda nas tarefas da casa e está se sentindo sobrecarregado. Ao invés de sofrer silenciosamente e depois acabar explodindo por uma coisinha boba, seja sincero e peça ajuda. Um ótimo relacionamento é uma troca e começa com a boa comunicação.

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