15 músicas compostas a partir de livros

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É normal vermos filmes que foram baseados em livros. Mas você já ouviu falar de músicas que tiveram como inspiração autores consagrados ou suas obras?

Pois é, música é muito mais do que acordes sendo batidos ou notas sendo tocadas. Por isso, separamos 15 músicas que tiveram como inspiração grandes clássicos da literatura mundial. Confira:

Bob Dylan, “Ballad of a Thin Man”

Bod Dylan é craque em utilizar livros em suas músicas. Desde Chekov, passando pela ‘Divina Comédia’ e até Jack Kerouac, ninguém fica de fora. Porém, a homenagem nessa música ao escritor F. Scott Fitzgerald é, para mim, a melhor de todas: “With great lawyers you have/discussed lepers and crooks/you’ve been through all of F. Scott Fitzgerald’s books/You’re very well read.”

The Beatles, ‘I Am The Walrus’:

Talvez uma das músicas com mais  influências literárias do Fab Four. Inicialmente a inspiração veio do poema ‘A morsa e o carpinteiro’ de Lewis Carroll do livro ‘Alice através do espelho’. Lennon também usou um cantiga infantil de roda para incrementar a letra e, apesar de a música ter várias versões, a última delas, de 29 de Setembro de 1967, teve também a participação do clássico de William Shakespeare, ‘Rei Lear’.

Após John Lennon sintonizar aleatoriamente no rádio uma audição da peça, o músico resolveu adicioná-la a versão final: “If ever thou wilt thrive, bury my body; and give the letters which thou find’st about me to Edmund Earl of Gloucester/Seek him out upon the British party: O, untimely death!”

MF DOOM, ‘Cellz’

O rap do mascarado MF BOOM começa com uma passagem de Charles Bukowski: “Born like this/into this/as the chalk faces smile, as Mrs. Death laughs/as political landscapes dissolve/as the oily fish spit out their oily prey/we are born like this, into this/into hospitals that are too expensive that it is cheaper to die.”

Nirvana, ‘Scentless Apprentice’

A história de um homem que tem um incrível olfato mas que não consegue sentir o próprio cheiro virou uma pérola na mão de Kurt Cobain. O nome do livro é ‘Perfume’ de Patrick Suskind, que também era o livro preferido de Cobain.

Ryan Adams, ‘Sylvia Plath’

“I wish I had a Sylvia Plath/Busted tooth and a smile/And cigarette ashes in her drink/The kind that goes out and then sleeps for a week,” uma sincera homenagem à escritora Americana Sylvia Plath.

Blur, ‘Tender’

A primeira frase da música ‘Tender’ do Blur é o título do romance ‘Suave é a Noite’ do escritor F.Scott Fitzgerald. O vocalista já mostra no início da música o fruto da sua inspiração.

Mastodon, ‘I Am Ahab’

Não sei se o escritor Herman Melville escutava heavy metal quando escreveu ‘Moby Dick’. Provavelmente não, mas que encaixa perfeitamente, isso não podemos negar. E a ‘Mastodon’ não parou por aí, o álbum todo, ‘Leviathan’, tem como inspiração a obra de Melville, claramente visto em títulos como ‘Iron Tusk’, ‘Blood and Thunder’ e ‘Seabeast’.

Oasis, ‘Don’t Look Back In Anger’

Um quiz rápido: o que David Bowie e Noel Gallagher tem em comum? Bom, o Oasis pegou o título da peça do dramaturgo inglês John Osborne ‘Don’t look back in anger’ para fazer esse clássico da banda. A peça também serviu de inspiração para uma música do álbum ‘Lodger’ de David Bowie.

Sonic Youth, ‘Schizophrenia’

Esse clássico de 1987 do Sonic Youth teve como inspiração a vida do escritor de ficção científica Philip K. Dick. A música faz  referência ao irmão gêmeo de Dick, que morreu logo depois de nascer e acabou deixando o irmão que sobreviveu com lembranças terríveis: “She said Jesus had a twin who knew nothing about sin/She was laughing like crazy at the trouble I’m in.”

Led Zeppelin, ‘Ramble On’

“‘Twas in the darkest depths of Mordor/I met a girl so fair/But Gollum, and the evil one crept up/And slipped away with her.” Já pelos nomes que aparecem nessa frase é possível perceber de onde veio a inspiração. ‘O Senhor dos Anéis’ do escritor J.R.R. Tolkien serviu de inspiração para muitas outras músicas do Led Zeppelin.

Metallica, ‘For Whom the Bell Tolls’

Do livro ‘Por Quem os Sinos DobRam’, do escritor Ernest Hemingway. Essa música do Metallica fala exatamente do clima que o livro cria: o mal causado pela criação da guerra moderna.

The Cure, ‘Killing An Arab’

Outra banda que adora pegar referências em livros, do francês Charles Baudelaire a Mervyn Peake. Mas ‘Killing An Arab’ tem sua insipiração no livro de Albert Camus, ‘O Estrangeiro’.

Lana Del Rey, ‘Off To The Races’

O título do álbum de Lana, ‘Ultraviolence’, já foi pego emprestado do livro ‘Laranja Mecânica’ de Anthony Burgess. Mas em ‘Off To The Races’, a cantora usa como inspiração o livro ‘Lolita’ de Vladmir Nabakov, mostrando claramente o modo com o personagem Humbert se aproximava para seduzir a jovem: “light of my life, fire of my loins, be a good baby do what I want.”

Bruce Springsteen, ‘The Ghost Of Tom Joad’

Um romance sobre a grande depressão escrito por John Steinbeck, o livro ‘Vinhas da Ira’ foi uma inspiração clara para Bruce Springsteen. A história trata de uma família que viaja para a costa oeste americana em busca de trabalho. Springsteen deixa clara a sua fonte na parte em que canta “Welcome to the new world order, families sleeping in the cars in the southwest…”

Radiohead, ‘2+2=5’: Thom Yorke usa o livro ‘1984’ de George Orwell para explicar na música ‘2+2=5’ como a verdade é comandada por aqueles que tem o poder e como as regras são feitas para beneficiá-los.

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