12 vezes em que o Leonardo DiCaprio merecia ganhar o Oscar

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A temporada de premiações em 2016 já começou e a maior delas acontecerá no dia 28 de fevereiro. O Oscar pode não representar a verdadeira qualidade cinematográfica e social dos filmes lançados ao longo do último ano, mas com certeza é o maior evento do cinema mundial.

Em premiações passadas, o mundo começou a questionar sobre o fato do Leonardo DiCaprio nunca ter ganhado uma estatueta na cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Afinal, ele está atuando há décadas, é um excelente ator e já ganhou três Globos de Ouro, um SAG Awards e um prêmio do Festival de Berlim, mas nunca subiu ao palco do Teatro Dolby para receber a estatueta do Oscar.

É claro, ele dá azar e praticamente sempre concorre com outros atores tão bons quanto ele ou cuja performance em determinado filme foi mais significativa. Mas, muitas vezes DiCaprio foi injustiçado – assim como vários outros atores e filmes são nas premiações de Hollywood.

Selecionamos 12 títulos com performances incríveis do DiCaprio e, mesmo que alguns deles sequer tenham figurado a lista de Melhor Ator ou Melhor Ator Coadjuvante no Oscar, ainda são excelentes exemplos de como Leonardo DiCaprio marcou personagens antes e depois de Jack, em Titanic.

A grande aposta é que, neste ano, DiCaprio ganhe a estatueta pela sua incrível atuação em O Regresso, dirigido por Alejandro González Iñárritu.

Gilbert Grape (1993) – Direção: Lasse Hallström

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Ao lado de Johnny Depp, Leonardo DiCaprio estrelou um jovem autista em uma família praticamente destroçada desde a morte do pai. Johnny Depp interpreta Gilbert Grape, o irmão mais velho que está preso na rotina de cuidar da sua mãe e do seu irmão, interpretado pelo DiCaprio. Mas as coisas começam a mudar quando a jovem Becky aparece na cidade.

A delicadeza do filme é impressionante, mas a atuação do DiCaprio certamente é o fio condutor de toda a história. Em uma das cenas, ele apanha de Gilbert e, ali, ganhou sua indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro.

O drama familiar é extremamente tocante mas, apesar de lidar com temáticas difíceis, o filme está longe de ser piegas e consegue fazer qualquer um refletir sobre a sua própria vida.

Leonardo DiCaprio merecia ganhar o Oscar pela sua atuação neste filme!

Diário de um Adolescente (1995) – Direção: Scott Kalvert

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DiCaprio não concorreu em nenhuma grande premiação pela sua atuação neste filme, mas ela é certamente sensacional e digna de admiração. Alias, é o ponto forte do filme, que em muitos momentos se torna cansativo.

Leonardo DiCaprio interpreta Jim, um garoto que sonha em ser jogador de basquete mas, por causa de sentimentos conflituosos típicos da adolescência, acaba experimentando heroína e, então, se perde no vício e no submundo das drogas.

Os diálogos e a forma com a qual DiCaprio descreve sensações e sentimentos é impressionante.

Romeo + Juliet (1996) – Direção: Baz Luhrmann

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A releitura moderna e ao mesmo tempo teatral do clássico Romeu e Julieta transformou a história em um conto de fadas completamente inserido nos anos 1990. Com inúmeras partes adaptadas do texto original – inclusive alguns diálogos e versos que realmente estão na peça de Shakespeare, o cenário é um ambiente contemporâneo.

A história se passa na fictícia Verona Beach e, lá, as famílias rivais Montéquio e Capuleto são na verdade impérios empresariais e as espadas são revólveres fabricados pela empresa “Sword” – e esta não é a única ironia do filme.

Leonardo DiCaprio merecia ganhar o Oscar pela sua interpretação de Romeo e sua performance acompanhada de músicas do Garbage, dos Cardigans e do Radiohead.

Gangues de Nova York (2002) – Direção: Martin Scorsese

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Apesar de também não ter concorrido pelo seu papel neste filme, DiCaprio está impressionantemente convincente no seu papel como Amsterdam, jovem que busca vingança pela morte do pai em uma Nova York dominada por gangues em 1840.

O elenco do filme, alias, merece destaque. Além de DiCaprio, ele conta com Liam Neeson e Daniel Day-Lewis.

A direção ácida e teatral de Scorsese certamente foi uma vantagem para DiCaprio, que carregou as suas cenas nas costas e tornou o filme menos arrastado.

Prenda-me se for capaz (2002) – Direção: Steven Spielberg

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Em 2003, DiCaprio concorreu ao Oscar pelo seu papel no filme baseado na história real de Frank Abagnale Jr., reconhecido mundialmente como um dos maiores falsificadores do mundo e que, inclusive, foi consultor do FBI para ajudar na captura de outros golpistas.

A extrema confiança e ar de superioridade do personagem foram transmitidas com precisão na atuação de DiCaprio, e as várias cenas em que ele é quase preso mas consegue se safar com sua cara de pau e mentiras se tornaram memoráveis no cinema moderno.

O Aviador (2004) – Direção: Martin Scorsese

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É engraçado como o filme consegue relatar, com crueldade e charme, a história de Howard Hughes – interpretado por DiCaprio. Um jovem que, aos 18 anos, ficou milionário por herdar a fortuna do seu pai e foi para Los Angeles investir no cinema.

O magnata, além de empresário e diretor de cinema, também era aficionado por aviões. DiCaprio deu vida ao seu transtorno obsessivo-compulsivo, sua surdez germofobia de uma maneira excepcional e no linear da genialidade e da loucura.

Cate Blanchett, no papel da Katharine Hepburn, também é outra marca deste filme que deveria ter rendido ao DiCaprio uma estatueta do Oscar – além do Globo de Ouro que ele garantiu em 2003.

Diamante de Sangue (2006) – Direção: Edward Zwick

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Um dos meus favoritos da lista. No final dos anos 1990, DiCaprio vive Danny Archer, um ex-mercenário nascido no Zimbábue que faz contrabando de diamantes para a Libéria, que os exporta para grandes corporações.

O filme retrata a Guerra Civil em Serra Leoa e os conflitos entre o governo e a Força Unida Revolucionária, um diamante de 100 quilates é praticamente um personagem a parte e é ele que conduz os conflitos e a união entre um simples pescador e o contrabandista Danny.

O viés quase documental – é claro, com muitas tiradas hollywoodianas – é incrível e emocionante. É incrível ver como funciona o recrutamento de crianças para movimentos de guerrilha e como é interessante para outros países manter a situação instável em zonas de guerra civil na África.

Os Infiltrados (2006) – Direção: Martin Scorsese

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Mais uma vez, Scorsese quase colocou a estatueta do Oscar na mão de DiCaprio.

Nesta versão norte-americana para um clássico sul-coreano, o enredo conta a história de um policial infiltrado na máfia irlandesa de Boston enquanto um mafioso se infiltra na polícia local.

DiCaprio interpreta o policial com a missão de entrar em um grupo da máfia comandado por Jack Nicholson e sua atuação é uma das mais interessantes em todo o filme. Ficando atrás apenas, é claro, de Nicholson no papel de Frank Costello.

A Origem (2010) – Direção: Christopher Nolan

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Apesar de não ter concorrido ao Oscar pelo seu papel neste filme, Leonardo DiCaprio apresentou uma das melhores performances de todo o elenco no papel de Dom Cobb, um ladrão especializado em roubar segredos valiosos entrando nos sonhos de pessoas importantes.

Em uma trama com reviravoltas realmente inesperadas e conceitos filosóficos e metafísicos bem trabalhados, o personagem de DiCaprio busca redenção e, em um último trabalho, chega ao extremo da sua própria mente.

Sua atuação neste filme é incrível e, nele, DiCaprio trabalhou ao lado de Tom Hardy, ator com quem contracenou novamente em O Regresso.

Django Livre (2012) – Direção: Quentin Tarantino

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DiCaprio pode não estar presente ao longo de todo filme mas, quando ele aparece neste velho oeste spaghetti com a cara de Tarantino, sua atuação é de fazer qualquer pessoa levantar da cadeira.

O filme narra a história do caçador de recompensas Dr. Schultz (Christoph Waltz), que se une ao ex-escravo Django Freeman (Jamie Foxx) que está procurando reencontrar uma grande paixão.

Como estamos falando de Tarantino, o mérito do filme vai além do contexto histórico, o roteiro é primoroso e, nele, DiCaprio interpreta um ignorante senhor de terras que escraviza a grande paixão de Django e gosta de ver negros lutando até a morte. 

Leonardo DiCaprio merecia ganhar o Oscar pelo seu papel como ator coadjuvante. Em uma das cenas, ele realmente cortou a palma da mão mas continuou atuando sem parar! Sem DiCaprio, o personagem não teria as mesmas características irônicas e extremamente fáceis de relacionar com homens das classes sociais mais altas que, hoje em dia, sequer conhecem os autores dos livros expostos em suas prateleiras.

O Lobo de Wall Street (2013) – Direção: Martin Scorsese

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Nesta comédia, baseada em uma história real, DiCaprio interpreta Jordan Belfort, um ambicioso corretor que consegue montar a sua própria empresa e, através de jogos políticos, corrupção e trâmites ilegais, ganha uma fortuna e acaba se perdendo com isso nos anos 1990.

Em cenas cômicas, diálogos absurdos e situações capazes de deixar puritanos chocados, DiCaprio consegue transmitir – com certas hipérboles de Scorsese na direção – os comportamentos absurdos de quem está imerso em Wall Street.

O exagero em vários momentos do filme serve para escrachar perfis reais de funcionários e empresários reais, e fazer o público enxergar, através da risada, como muitas empresas que lidam com a bolsa de valores são formadas por seres adestrados e viciados em dinheiro.

O Regresso (2015) – Direção: Alejandro González Iñárritu

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Dirigido pelo mesmo diretor de Birdman e, inclusive, com o mesmo diretor de fotografia, O Regresso é um filme maravilhoso de ser visto não apenas pelas imagens espetaculares e pela fotografia absurdamente impactante. As atuações de DiCaprio e Tom Hardy são impressionantes!

O filme é uma adaptação de um livro e ele é ambientado no século 19. O guarda de fronteira Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) liderava uma missão ao longo do rio Missouri e foi atacado por um urso.

Seus companheiros, depois de tentarem carregá-lo por muito tempo, o abandonam e dois de seus colegas o traem. Porém, de forma impressionante, Hugh Glass sobrevive e volta para se vingar.

Ao longo de toda a história, somos convidados para refletir sobre os índios – conhecidos como Selvagens – que atacam os homens das equipes de caça.

Mas, nas cenas e diálogos, percebemos que os papéis se invertem e isso não era exclusividade do século 19. Hoje, ainda é difícil saber quem é selvagem e quem é civilizado na sociedade em que vivemos.

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