11 músicas mal-interpretadas até hoje

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Eu sempre gostei da teoria do copo meio cheio/ meio vazio. Sinceramente, acho que a vida pode ser vista sob diversos pontos de vista e esse ponto de vista é a linha que muitas vezes divide a alegria da tristeza. Não estou falando só de otimismo ou pessimismo, mas de visão de mundo como um todo.

E isso acontece no mundo da música também. Quando era adolescente lembro que ouvia músicas, tirava meus próprios conceitos e ideias sobre elas e saia espalhando por aí.

Bom, hoje eu vim quebrar alguns desses conceitos que achei estavam certos. Sabe aquela música que você jurava que era sobre amor infinito e que o casal ficou junto para sempre? Pois é, cuidado, a sua interpretação pode ter sido bem diferente da do autor.

Segue abaixo uma lista de 11 músicas famosas que são facilmente mal-interpretadas.

11. Mr. Tambourine Man – Bob Dylan

Por causa do filme ‘Dangerous Minds‘ (‘Mentes Perigosas‘ em português), muita gente pensava (e ainda pensa) que a letra é sobre o uso de drogas como LSD e que o tal ‘Mr. Tambourine Man’ era o traficante que fornecia as drogas pro Bob Dylan.

Segundo Dylan, que diz ter conhecido o tal traficante depois de compor a música, ‘Mr Tambourine Man’ é apenas uma canção sobre o músico Bob Langhorne, que tocou com Dylan na gravação de outros álbuns, um instrumento chamado Turkish tambourine (conhecida no Brasil como pandeirola ou meia lua).

Se vocês é daqueles que pensava que ‘Mr. Tambourine Man’ era de fato sobre um músico, parabéns, você,  apesar de ingênuo, estava certo!

10. Summer of ’69 – Bryan Adams

Essa é fácil! Uma música sobre o verão de 1969, onde Bryan Adams teve ter ido em milhares de festas, conhecido muita gente, usado muitas drogas, mulheres e por aí vai…

Você estaria certíssimo se em 1969 Bryan Adams não tivesse apenas 10 anos de idade. E, bom, 10 anos de idade não é uma idade que dá pra fazer muitas dessas coisas citadas aí em cima.

A música não tem nada a ver com o verão do ano de 1969 e sim sobre fazer sexo no verão em uma das posições favoritas de Bryan Adams. Deu pra entender, né?

9. Bohemian Rhapsody – Queen

A lenda por trás de ‘Bohemian Rhapsody’ é que Freddie Mercury escreveu a música falando sobre a sua luta com a AIDS. A música, que fala de um homem que matou uma pessoa e depois sofreu as consequências dos seus atos e teve que aceitar seu destino, é um bom pano de fundo para a história do cantor, porém a história verdadeira não é bem assim.

Na verdade, todos os integrantes do Queen sempre foram bem vagos quando o assunto era a história por trás da canção, mas em algumas entrevistas Freddie Mercury soltou que ‘Bohemian Rhapsody’ é apenas uma canção feita a partir de versos rimados pensados apenas na estrutura, sem uma história para contar. Um tipo de música nonsense.

Então se você nunca entendeu muito bem porque todo mundo gritava ‘Galileo’ no meio da música, não se preocupe, não há muito o que entender.

 

8. Every Breath You Take – Police

Ah o amor! A cada respirada sua eu estarei aí, te olhando, do seu lado… Que música romântica!

Alguma pessoas ouvem a música sob ponto de vista do tal stalker, o cara que está sempre olhando a mulher sem que ela saiba, de uma forma meio sinistra.

Os dois pontos de vista são válidos mas a verdade está bem no meio. Segundo Sting a música é sim sobre amor, porém ele escreveu a música durante um término de relacionamento e o que era para ser um ode ao amor é na verdade uma canção que fala sobre obsessão e possessividade.

Segundo o cantor, a ideia do stalker por trás da canção veio por causa do sentimento de controle que ele teve durante seu divórcio.

7. Crash Into Me – Dave Matthews Song

Outra música facilmente interpretada como aquele amor incondicional pela mulher amada (com um toque apimentado no caso de ‘Crash Into Me’).

Eu até escrevi, em um outro post, que essa era uma boa música para se tocar num primeiro encontro (ou para ganhar a garota de uma forma geral). A ideia de tocar no primeiro encontro continua, mas a história é um pouco diferente.

A canção, composta por Dave Matthews, tem sim uma pegada de amor incondicional, porém, segundo o autor, ela foi escrita sob a perspectiva de um vouyeur (aquela pessoa que tem prazer apenas em observar outras pessoas).

A história por trás da música é a de um vouyeur olhando para uma mulher através da sua janela (algo meio na pegada do filme ‘Janela Indiscreta’  de Alfred Hitchcock).

6. Hotel California – Eagles

Há quem pense que isso é uma música meio de terror, onde o cara acaba por se hospedar em um hotel assombrado e ficando preso por lá pra sempre.

Os rumores em torno da banda (que dizem ter feito pacto com o diabo para ter sucesso) ajudam, mas ‘Hotel California’ é apenas uma metáfora que fala sobre a cultura do excesso nos Estados Unidos e a vida de aparências de cidades como Los Angeles. O Hotel em si é um metáfora para essa sociedade, que quando você entra, fica difícil sair.

5. Born in USA – Bruce Springsteen

Uma música sobre o amor em ser norte-americano! Certo? Errado! Muitos políticos usam essa música como hino de patriotismo e até mesmo nos estádios de futebol americano é possível ver e ouvir os torcedores cantando a todo vapor o refrão.

Porém, Bruce Springsteen escreveu essa música para falar sobre… Bom, exatamente o contrário. Apesar do refrão ser bem chiclete e com uma cara patriótica, o autor quis passar todo o seu desgosto pelo fracasso que foi a Guerra do Vietnã (pelo jeito não conseguiu muito).

Seguindo a mesma linha, a banda australiana Men At Work, quando compôs ‘Down Under‘, quis criticar a Austrália, mas a música acabou virando uma canção-símbolo do País.

4. Give it Away – Red Hot Chili Peppers

Sexo, sexo e mais sexo. Isso é a única coisa que você consegue pensar quando ouve de fato a letra de ‘Give it Away’. Red Hot Chili Peppers pode ser uma banda que aparenta ser meio maluca, mas eles tem um bom coração.

A música foi composta para passar a ideia de que ao ‘se doar’ para os outros, ou seja, ajudar o próximo sem esperar nada em troca, você estará tendo uma vida mais completa. E você pensando em besteira, né?

3. One – U2

“Well we / Hurt each other / Then we do it again / You say / Love is a temple / Love a higher law”. Novamente o amor. Dessa vez de uma forma um pouco diferente, um caso que às vezes machuca e às vezes faz bem, mas enfim essa é a vida, o amor é assim.

Bom, o amor pode até ser assim, mas a música não tem nada ver com o amor entre um homem e uma mulher. Bono Vox escreveu a letra para falar sobre o seu relacionamento problemático com o seu pai que sempre foi, segundo o artista, “emocionalmente distante”.

2. Losing My Religion – R.E.M.

O título já diz tudo! A discrença com a religião. Pois é, na verdade essa música é sobre o amor (Se você está ficando confuso com toda essa história de “essa parece de amor mas não é” e “essa parece que não é de amor mas é” não se preocupe, é normal).

O vocalista, Michael Stipe, disse em uma entrevista dada ao New York Times que a música é sobre o romantismo e o título é apenas uma expressão do sul dos EUA que quer dizer que a paciência pode estar acabando.

1. Mmmbop – Hanson

‘Mmmbop’ tem letra, sabia? Eu não sei exatamente como é. Nem o que fala. Mas os irmãos dizem que a música foi composta para falar sobre como o tempo passa rápido aqui na Terra e como não devemos perder as oportunidades que temos de realmente viver.

Profundo para um refrão sem uma palavra, né? Essa explicação foi dada por Zac Hanson. O que eles quiseram dizer com o refrão “Uh, doombop, da da wooo bop, yeah yeah” (ou algo do gênero) já é outra história (da qual ninguém deve fazer ideia qual seja).

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