Jimmy, vocalista do Matanza, fala sobre o lançamento da cerveja da banda

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Birita, mulher diabo e música. Os dois últimos itens a banda carioca de rock Matanza já possuía, só faltava ter sua própria bebida. Pois, depois de uma parceria com a cervejaria Dortmund, o grupo enfim concluiu seu tripé, com a cerveja Matanza IPA.

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O lançamento aconteceu no Degusta Beer 2013, em São Paulo. Cercado de ‘mulheres diabo’, o vocalista Jimmy participava da feira para divulgar a cerveja com 6,5% de teor alcoólico, notas de maltes especiais e presença de lúpulos cítricos americanos.

O MHM participou do evento e resolveu bater um papo com Jimmy, para descobrir como foi o processo de escolha da cerveja e de que forma ela representa o espírito do Matanza. Confira a entrevista:

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MHM: Como surgiu a ideia de fazer a Matanza IPA, a cerveja da banda?

Jimmy London: Sempre quis fazer uma cerveja nossa. Apesar de não estar mais bebendo, acho que para a banda, ter uma cerveja é mais ou menos como ser dono dos próprios instrumentos. Imagina se tivéssemos que pagar cada vez que fôssemos usar uma guitarra? É claro que é uma coisa muito legal, divertida e que o público fica amarradão.

Há muito tempo estava procurando um parceiro que funcionasse bem. Ai apareceu o Maurício, da Bushido, e tudo rolou muito fácil e rápido. Estamos amarradões com isso, porque foi uma galera que entendeu nossa vibe, comprou a ideia e, por isso, lançamos a aqui a Matanza IPA, depois de 2 meses.

Como vocês chegaram nesse estilo?

A gente quer ter vários estilos, várias cervejas, mas em um primeiro momento, queríamos um que fosse marcante – não fosse uma cerveja de menina -, mas ao mesmo tempo em que não fosse uma cerveja estranha demais para que as pessoas pudessem pegar uma cerveja diferente, até porque a galera está começando a entrar nessa cultura cervejeira.

Por isso escolhemos uma IPA, uma cerveja que consideramos altamente bebível a noite inteira, com um bom drinkability, que não seja estranha ao paladar, como uma stout ou porter. E uma cerveja que renda, que dê pra beber a noite inteira.

Tem um lance também da IPA ser uma cerveja para matar a sede, funcionando muito bem durante o show. Porque seria foda ter uma stout boa pra caralho, mas que o cara não consegue tomar durante nossa apresentação.

A cervejaria Dortmund já tinha a fórmula dessa cerveja?

Ela tinha, mas adaptou para o que estávamos precisando, pra ser uma cerveja com a nossa cara.

Conheço a música Mulher Diabo e acabei de tomar a cerveja. Assumo que tomar a breja ouvindo a música combina muito!

Elas fazem parte do tripé da banda: a música, a birita e a mulher diabo. O resto, cumpade, é só trabalho!

Mas você revelou que não bebe?

Eu parei há seis anos. Na verdade, acho que dei azar, porque eu era bebum profissional na época em que só tinha cerveja ruim. Ai, fiquei empapuçado de uma maneira que colocava no copo e eu não queria beber. Agora, que o Brasil está cheio de cerveja boa para experimentar, ainda estou assim, dando uma olhada. Quem sabe esse seja um bom momento para retomar a minha carreira principal. Porque a de músico é a segunda. Tô pensando ainda…

Estamos em um momento em que as bandas começam a investir nessa área, como a cerveja do Velhas Virgens, Raimundos e Iron Maiden. O que você acha desse movimento?

Eu acho que todo mundo só se ajuda nesse sentido. Quanto mais tiver, mas as pessoas se acostumam com essa ideia, perdem o preconceito de achar que cerveja de banda o público só bebe porque é fã, não é isso!

Não é porque tem o rótulo da banda que não possa ser uma cerveja tão respeitável como qualquer outra. É muito legal ter várias bandas, várias cervejas diferentes e várias propostas. É bom, porque o lance fica mais sério.

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Em que lugar o público pode encontrar a Matanza IPA?

A gente vai entrar com a cerveja no mercado direto, já que tem muita casa de shows que tem a cerveja fechada com patrocinador e não pode trabalhar com outros rótulos.

Já tem ideia de outros rótulos que irão lançar?

Não, cara. Vou te confessar um lance: vai ser pela qualidade! Quando o mestre-cervejeiro virar e falar que ‘Chegou em uma parada que acha maneira’,  vai rolar. Se não chegar, não vai rolar. É muito parecido com o que a gente faz com música. A gente compõe até achar que tem um disco. É o que a gente acredita!

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